A Força Armada Nacional Bolivariana (FANB) da Venezuela prestou terça-feira homenagem nos funerais dos 24 militares mortos nos ataques dos Estados Unidos ao país no último sábado operação em que foi capturado Nicolas Maduro e a esposa, Cilia Flores.
A FANB publicou hoje na rede social Instagram um vídeo da cerimónia, onde se destacou que, apesar do ataque ter sido executado “desproporcionadamente” em “volume de fogo, em tecnologia e em precisão cirúrgica”, estes militares falecidos “nunca se dobraram”.
“Com o coração cheio de orgulho e o olhar voltado para a nossa bandeira, a grande família militar presta a mais alta homenagem aos soldados que, com coragem inabalável, realizaram o sacrifício supremo em defesa da nossa pátria”, expressou a Força Armada venezuelana, solidarizando-se com os familiares.
A presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, decretou também esta terça-feira sete dias de luto em homenagem às vítimas do ataque americano.
“Uma mensagem para os nossos jovens mártires que deram a vida pela defesa do nosso país. Tomei a decisão de decretar sete dias de luto em honra e em glória aos jovens, mulheres e homens que morreram, que deram a sua vida defendendo a Venezuela e o presidente Nicolás Maduro”, afirmou Delcy Rodríguez na televisão.
Pelo menos 24 militares morreram durante os ataques que forças norte-americanas lançaram em diferentes pontos de Caracas, a capital do país, e de três estados próximos, segundo o Exército venezuelano, um dos ramos da FANB, além da Aviação Militar, da Guarda Nacional, da Marinha e da Milícia.
O procurador-geral, Tarek William Saab, anunciou também na terça-feira, a nomeação de três responsáveis pela investigação do que considerou serem “dezenas” de mortes, tanto de civis como de militares, um número que, segundo aquele responsável, ainda estão a ser contabilizadas.
No domingo, Cuba informou que 32 dos seus militares destacados na Venezuela morreram em “ações de combate” durante o ataque norte-americano em território venezuelano.
O presidente cubano, Miguel Díaz-Canel, explicou nas redes sociais que os militares do seu país “cumpriam missões” em Caracas a “pedido de órgãos homólogos desse país”, sem mais detalhes.
Pouco antes do anúncio de Havana, o presidente norte-americano, Donald Trump, tinha assegurado que “muitos do outro lado” faleceram na operação para capturar Maduro, incluindo “muitos cubanos” que o protegiam.
Fontes venezuelanas, citadas pelo The New York Times, revelaram que morreram 80 pessoas na operação na Venezuela, enquanto responsáveis de Washington disseram que meia dúzia de militares norte-americanos ficou ferida, embora Trump não tenha querido confirmar os números.
Esta segunda-feira, uma dúzia de pessoas despediu-se de Rosa Elena González, de 80 anos e residente no estado de La Guaira, perto de Caracas, que faleceu durante os ataques.