Os tribunais russos condenaram várias pessoas a penas de prisão de oito a 19 anos por terem incendiado edifícios governamentais na Rússia a mando dos serviços secretos ucranianos, anunciou hoje o Serviço Federal de Segurança (FSB).
"Os resultados das investigações sobre os ataques incendiários a edifícios do Estado, do Ministério do Interior e do Ministério da Defesa, bem como aos caminhos-de-ferro, mostram o envolvimento direto dos serviços especiais ucranianos", declarou o FSB.
Segundo a mesma fonte, os serviços ucranianos publicaram anúncios através de "mensagens instantâneas" para recrutar "jovens, idosos, radicais, grupos marginalizados da população, bem como menores e pessoas que sofrem de perturbações psiquiátricas".
Os incêndios ocorreram nos últimos meses em 12 regiões, desde a parte ocidental do país até à zona mais oriental.
Por estes "atos de terrorismo e de sabotagem", os tribunais pronunciaram penas que vão "de oito a 19 anos de prisão", anunciou o FSB no comunicado, citado pela agência francesa AFP.
O Serviço Federal de Segurança não precisou quantas pessoas foram condenadas.
Acrescentou que "22 outros casos criminais" estavam ainda a ser investigados.
Desde o início da ofensiva russa na Ucrânia, em 24 de fevereiro de 2022, quase todas as principais figuras da oposição foram presas ou forçadas ao exílio.
Um dos casos recentes mais notórios é o do historiador, jornalista e político Vladimir Kara-Murza, que foi condenado em abril a 25 anos de prisão por traição, na sequência de discursos contra a guerra na Ucrânia.
Milhares de cidadãos comuns foram também processados, nomeadamente por se terem manifestado contra o conflito, e alguns foram condenados a penas pesadas.
Lusa