Os primeiros-ministros checo e eslovaco apelaram hoje à União Europeia (UE) que exerça "pressões direcionadas" sobre Moscovo através da plena aplicação das sanções decretadas contra a Rússia após a invasão da Ucrânia.
"É importante que a UE e os seus parceiros continuem a exercer pressões direcionadas sobre a Federação da Rússia e apliquem verdadeiramente as sanções", declararam em comunicado o primeiro-ministro checo, Petr Fiala, e o seu homólogo eslovaco, Eduard Heger, após um encontro em Trencín, oeste da Eslováquia.
A UE e os seus parceiros devem "impedir que as sanções sejam contornadas e criar mecanismos para punir os responsáveis de crimes ligados a esta agressão", acrescentaram.
Na semana passada, o Presidente russo Vladimir Putin reconheceu que as sanções poderão originar consequências negativas para economia do país.
A reunião de hoje foi a oitava entre os governos dos dois países, membros da UE e da NATO, desde a sua separação pacífica em 1993 que pôs termo à Checoslováquia.
Fiala e Heger apelaram à UE e NATO a permaneceram unidas e prosseguirem a ajuda militar à Ucrânia.
A invasão russa da Ucrânia desencadeou uma guerra que mergulhou a Europa naquela que é considerada a crise de segurança mais grave desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).
Desconhece-se o balanço de baixas civis e militares, mas diversas fontes têm admitido que será elevado.
A ONU confirmou a morte de mais de 8.400 civis desde o início da guerra até 26 de março, bem como de 14 mil feridos entre a população civil.
Lusa