O Presidente francês condenou hoje o mais recente ataque massivo da Rússia à Ucrânia, considerando que o mesmo era uma prova da fraqueza do Kremlin, que não sabe como colocar um “fim à guerra de agressão”.
“Ao lançar um novo ataque massivo com drones e mísseis contra cidades e civis ucranianos — o maior dos últimos quatro anos —, a Rússia agrava ainda mais o crime da sua agressão”, escreveu Emmanuel Macron na rede social X.
O líder francês considerou que Moscovo, com estes ataques, “revelava toda a hipocrisia com que negociou a frágil trégua dos últimos dias”.
Inicialmente, a Rússia anunciou uma trégua unilateral para os dias 08 e 09 de maio, por ocasião das celebrações da vitória da União Soviética sobre a Alemanha nazi. Mais tarde, e sob mediação dos Estados Unidos, foi anunciada uma trégua de três dias (08, 09 e 10) à qual Kiev também aderiu.
“Ao bombardear civis, a Rússia demonstra menos a sua força do que a sua fraqueza: está sem soluções no plano militar e não sabe como pôr fim à sua guerra de agressão”, afirmou o chefe de Estado francês.
Macron garantiu ainda que a França continua “ao lado da Ucrânia” para “promover uma paz justa e duradoura”.
Pelo menos cinco pessoas foram mortas e mais de 40 ficaram feridas durante o ataque russo ocorrido na noite passada com drones e mísseis contra a Ucrânia, que atingiu nomeadamente a capital, Kiev.
De acordo com a Força Aérea ucraniana, a Rússia lançou pelo menos 675 drones e 56 mísseis, dos quais abateu 652 e 41, respetivamente.
Logo após a trégua, a Rússia retomou os ataques quase de imediato.
Na quarta-feira, a Rússia atacou a Ucrânia com cerca de 800 drones, num ataque que provocou pelo menos seis mortos, segundo denunciou o Presidente ucraniano nas redes sociais.
Volodymyr Zelensky argumentou que não será uma mera coincidência o facto de uma das maiores ondas de ataques russos acontecer precisamente num momento em que o homólogo norte-americano, Donald Trump, se encontra numa viagem de Estado à China.
Nos ataques da última madrugada, um veículo da missão humanitária da ONU foi atingido duas vezes em Kherson por drones russos, denunciou o líder ucraniano, acrescentando que nenhum dos nove funcionários humanitários ficaram feridos.
Ainda assim, Zelensky sublinhou que a percentagem de interceções por parte da Ucrânia deste tipo de aparelhos e mísseis ultrapassa os 93%, mas voltou a apelar aos aliados de Kiev que pressionem Moscovo.