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Suspensos dois agentes envolvidos na morte de Alex Pretti em Minneapolis

Data de publicação
28 Janeiro 2026
20:12

Dois elementos da Agência de Alfândegas e Proteção de Fronteiras (CBP, na sigla em inglês) envolvidos na morte a tiro de Alex Pretti em Minneapolis foram temporariamente suspensos de funções, anunciou hoje a agência federal.

“É um procedimento padrão”, declarou um porta-voz da CBP, citado pela agência de notícias francesa France-Presse (AFP).

O diário norte-americano The New York Times avançou que se trata dos dois polícias que a 24 de janeiro abriram fogo – disparando dez tiros – sobre Alex Pretti, um enfermeiro de 37 anos desarmado, enquanto vários outros agentes tentavam imobilizá-lo no chão, de acordo com um relatório do Departamento de Segurança Nacional (DHS) entregue ao Congresso.

O relatório inicial, analisado e citado pelas estações televisivas CNN e CBS News, indicou que os agentes da CBP estavam em luta corporal com o cidadão norte-americano quando um deles gritou: “Ele está armado!”.

“Aproximadamente cinco segundos depois, um agente da CBP disparou uma Glock 19, arma padrão desta agência federal, e outro agente disparou uma Glock 47, também padrão da CBP, contra Pretti”, referiu o documento citado pela CNN.

O relatório não especificou se as balas disparadas por ambos atingiram Pretti, que se encontrava por terra.

O enfermeiro especializado em cuidados intensivos foi alvo de uma dezena de disparos à queima-roupa, quando tentava defender uma mulher que tinha sido empurrada por um agente federal, e morreu no local em consequência dos ferimentos.

De acordo com o texto, “depois do tiroteio, um agente da CBP informou ter em seu poder a arma de fogo de Pretti”.

Nos vídeos gravados por testemunhas, pode ver-se a arma a ser retirada da cintura do enfermeiro antes de os agentes dispararem sobre ele.

A vítima nunca empunhou a arma nem tentou sacá-la, como mostram as imagens.

Inicialmente, o DHS afirmou que “Pretti aproximou-se” dos agentes federais com uma pistola semiautomática de nove milímetros, de acordo com um comunicado divulgado no sábado.

Mas o relatório da CBP para o Congresso não indicou que Pretti tenha tentado sacar a arma de fogo, para a qual tinha licença de porte.

O documento descreveu ainda os momentos que antecederam a morte do enfermeiro, quando os agentes da CBP que realizavam uma operação foram “abordados por duas mulheres que estavam a fazer soar apitos”.

Um agente ordenou às mulheres que “saíssem da estrada”, e foi então que avistaram pela primeira vez Pretti, que estava a filmar a situação com telemóvel.

Os vídeos das testemunhas mostraram como o enfermeiro tentou ajudar uma das mulheres que tinham sido empurradas.

A morte de Pretti desencadeou uma onda de protestos nos Estados Unidos, obrigando o Governo do Presidente, Donald Trump, a afastar Gregory Bovino, designado como “comandante-chefe” das operações da CBP em Minneapolis e que regressou ao antigo posto em El Centro, na Califórnia.

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