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Rússia: Morte de Prigozhin "muito provável", mas sem provas definitivas

JM-Madeira

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Data de publicação
25 Agosto 2023
12:01

O Ministério da Defesa britânico admitiu hoje como "muito provável" a morte do chefe do Grupo Wagner, Yevgeny Prigozhin, apesar da falta de provas definitivas de que se encontrava no avião que se despenhou na Rússia.

"As autoridades russas afirmam que morreram 10 pessoas a bordo, incluindo o proprietário da Wagner, Yevgeny Prigozhin. Ainda não há provas definitivas de que Prigozhin estava a bordo e ele é conhecido por aplicar medidas de segurança excecionais", disse o ministério.

"No entanto, é muito provável que esteja efetivamente morto", afirmou, na primeira reação do Ministério da Defesa britânico ao acidente do avião associado ao Grupo Wagner que se despenhou a noroeste de Moscovo na quarta-feira.

Num relatório com base nos serviços secretos militares divulgado nas redes sociais, o ministério britânico considerou que "a morte de Prigozhin teria quase de certeza um efeito profundamente desestabilizador no Grupo Wagner".

"Os seus atributos pessoais de hiperatividade, audácia excecional, vontade de obter resultados e brutalidade extrema impregnaram o Wagner e dificilmente serão igualados por qualquer sucessor", disse, segundo a agência espanhola EFE.

O vazio de liderança do Grupo Wagner "seria agravado pelas notícias de que o fundador e comandante de operações, Dimitry Utkin, e o chefe de logística, Valery Chekalov, também morreram" na queda do avião, acrescentou.

Os analistas do Ministério da Defesa em Londres também destacaram que o acidente ocorreu "exatamente dois meses após o motim do Grupo Wagner" contra as chefias militares russas.

O motim ocorreu em 23 e 24 de junho, quando Prigozhin ocupou o comando militar russo na cidade de Rostov-on-Don, sudoeste da Rússia, e mandou avançar uma coluna de mercenários para Moscovo.

A coluna voltou para trás quando estava a 200 quilómetros da capital russa após um acordo alegadamente mediado pela Bielorrússia.

Pelo caminho, os mercenários envolveram-se em confrontos com as forças de segurança, abatendo meia dúzia de helicópteros, de que resultou a morte de cerca de duas dezenas de elementos das forças de Moscovo.

Prigozhin exigiu na altura a demissão do ministro da Defesa, Serguei Shoigu, e do chefe do Estado-maior, Valery Gerasimov, a quem acusou de mandar atacar os militares do Grupo Wagner e de incompetência na guerra contra a Ucrânia.

As autoridades russas disseram que Prigozhin, Utkin e Chekalov estavam na lista de passageiros do avião que se despenhou por razões desconhecidas durante um voo entre Moscovo e São Petersburgo, onde se situa a sede do Grupo Wagner.

As 10 pessoas a bordo do jato privado morreram no acidente, segundo as autoridades, que anunciaram uma investigação às circunstâncias em que o avião se despenhou.

O Presidente russo, Vladimir Putin, enviou na quinta-feira uma mensagem de condolências à família de Prigozhin, em que afirmou que o antigo aliado era "um homem talentoso que cometeu alguns erros".

Criado em 2014 e com presença em países africanos e no Médio Oriente, o Grupo Wagner destacou-se na guerra russa contra a Ucrânia, protagonizando algumas das batalhas mais sangrentas desde a invasão de 24 de fevereiro de 2022.

Lusa

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