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Portugal vai acompanhar transição na Venezuela e ajudar no que lhe for pedido

Data de publicação
04 Abril 2026
11:16

Portugal vai acompanhar a transição política e ajudar a Venezuela no que lhe seja pedido, disse o secretário de Estado das Comunidades Portuguesas (SECP), Emídio Sousa.

O SECP falava aos jornalistas na sexta-feira, ao terminar uma visita de quatro dias à Venezuela onde manteve contactos com as autoridades locais, com representantes do principal grupo da oposição, a Plataforma Unitária Democrática (PUD), e com portugueses em Caracas e nos estados de Miranda, Arágua e Carabobo.

“A diplomacia portuguesa vai estar aqui presente em todos os momentos. Vai continuar. Há aqui todo um trabalho diplomático e político a fazer, e nós vamos estar em permanente contacto com as autoridades para vermos, e acompanharmos, e ajudarmos naquilo que nos for pedido”, disse.

Sousa frisou ainda que ele próprio tenciona voltar à Venezuela, manter uma “grande proximidade” com os portugueses, que definiu como “uma comunidade numerosa, muito importante para a Venezuela”.

“Há aqui, uma expectativa boa na nossa comunidade, e eu (...) com certeza que vou voltar à Venezuela para continuar a acompanhar, a ajudar, a fazer aquilo que é possível”, disse.

Sousa, que começou a visita com um encontro com o ministro dos Negócios Estrangeiros venezuelano Yván Gil, explicou que mantém a expectativa de que Caracas liberte em breve os seis presos políticos portugueses que continuam detidos.

“Foi um dos pedidos que fiz às autoridades venezuelanas. Foi que olhassem para os presos políticos que ainda estão detidos e que veríamos com muito bons olhos a sua libertação (...) estas coisas não se resolvem num dia nem dois, podem acontecer em qualquer momento, mas vamos manter essa expectativa e a nossa diplomacia irá continuar a trabalhar nesse processo para tentar a sua libertação”, disse.

Sousa explicou ainda que se reuniu com a PUD para perceber a expectativa e posição da coligação em relação à transição no país.

“Constatei que é uma oposição que também pretende uma transição pacífica, uma transformação, que está a acompanhar o processo. Vejo que afastam qualquer tipo de violência, o que me parece bom para o processo que está em curso (...) são diferentes forças partidárias, querem um bom funcionamento institucional, estão também na expectativa e reafirmaram perante nós, que querem sempre uma solução diplomática para diferentes assuntos”, disse.

Sousa frisou ainda que a última etapa do processo que os Estados Unidos definiram para a Venezuela é uma reconciliação nacional.

“Tem de haver um momento de reconciliação para que a sociedade entre em um novo patamar. A reconciliação será sempre um momento importante. (...) Não haverá essa transformação se não houver uma reconciliação”, disse.

Sobre a razão da visita à Venezuela, Sousa explicou que foi estar com a comunidade portuguesa, que constatou se mantem forte no associativismo como ponto de encontro, mas também com um verdadeiro espírito solidário, com preocupações sociais.

“Constato também que o esforço que o Governo português tem feito no apoio às diferentes instituições, às coletividades, à área social, que é extremamente importante, que é muito bem acolhido e muito do bom funcionamento também resulta deste apoio permanente que o governo de Portugal dá (...) Continuei a afirmar que estamos disponíveis para continuar a apoiar estas instituições, porque são fundamentais no bom funcionamento da nossa comunidade”, disse.

Sousa explicou ainda que notou “uma prudência muito significativa que se entende” na comunidade lusa sobre a situação e o futuro do país.

“Todo o processo recente na Venezuela e nos últimos anos leva a que haja essa prudência. Houve muitos venezuelanos também que tiveram de sair, lusodescendentes, até para procurar em melhores condições de vida (...) Há uma expectativa boa na nossa comunidade, mas há prudência, querem ver o que acontece a seguir, para depois poderem desenvolver outros processos”, disse.

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