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Pelo menos dois mil detidos em protestos nas universidades dos EUA

Data de publicação
02 Maio 2024
21:53

Pelo menos 200 manifestantes foram presos hoje na universidade de Los Angeles, elevando o total nacional para mais de duas mil detenções nos protestos contra a guerra na Faixa de Gaza, segundo uma contagem da agência Associated Press (AP).

Protestos e prisões ocorreram em quase todos os cantos dos Estados Unidos, mas, nas últimas 24 horas, o foco esteve concentrado na Universidade da Califórnia em Los Angeles (UCLA), onde acontecimentos caóticos ocorreram na manhã de hoje, quando polícias com equipamento antimotim investiram contra uma multidão de manifestantes.

A polícia removeu barricadas e começou a desmantelar o acampamento fortificado dos manifestantes na UCLA depois de centenas de pessoas, entre alunos e ativistas, desafiarem as ordens de saída, alguns dos quais formando correntes humanas, enquanto a polícia disparava granadas de atordoamento para dispersar a multidão.

Pelo menos 200 pessoas foram presas na UCLA, segundo o sargento Alejandro Rubio, da Patrulha Rodoviária da Califórnia, citando dados do Departamento do Xerife do Condado de Los Angeles.

Rubio disse que os detidos estavam a ser autuados no complexo penitenciário do condado, próximo do centro de Los Angeles, e que a polícia ainda vai determinar se irá proceder a outro tipo de acusações.

Trabalhadores entraram no antigo acampamento na manhã de hoje e iniciaram uma extensa limpeza. As escavadoras recolheram sacos de lixo e retiraram as tendas. Alguns edifícios estavam cobertos com inscrições, descreve a AP.

Acampamentos de manifestantes que apelam às universidades para que deixem de fazer negócios com Israel ou com empresas que dizem apoiar a guerra na Faixa de Gaza espalharam-se pelos ‘campus’ universitários de todo o país.

Autoridades da Universidade Stony Brook, em Long Island, Nova Iorque, disseram que 29 pessoas foram presas na manhã de hoje, incluindo estudantes, professores e outras pessoas “de fora da comunidade do ‘campus’”.

Na cidade de Nova Iorque, dados da Universidade Fordham indicam que 15 pessoas foram presas depois de invadirem o saguão de um edifício no ‘campus’ no Lincoln Center.

Dezassete pessoas foram presas sob acusações de invasão na quarta-feira na Universidade do Texas, em Dallas, após os manifestantes recusarem-se a cumprir ordens para remover um acampamento no acesso principal, informou uma porta-voz da instituição em comunicado hoje divulgado.

Na Universidade de Yale, em Connecticut, a polícia prendeu quatro pessoas, incluindo dois estudantes, na noite de quarta-feira, após cerca de 200 manifestantes marcharem até à residência do presidente da instituição e ao departamento de polícia do ‘campus’.

A universidade afirmou que manifestantes ignoraram repetidos avisos de que não podiam ocupar partes do ‘campus’ sem permissão.

O grupo de protesto Occupy Yale indicou por sua vez que a polícia do ‘campus’ foi violenta durante as prisões e não emitiu avisos.

Em Oregon, a polícia começou a expulsar manifestantes a favor de direitos dos palestinianos na Biblioteca Millar da Universidade Estadual de Portland, que ocupavam desde segunda-feira.

Fizeram pinturas no interior e derrubaram ou empilharam móveis para criar barricadas. O estado de Portland disse nas redes sociais que o ‘campus’ permaneceria fechado por causa da atividade policial.

Entretanto, a Universidade de Minnesota chegou a um acordo com os manifestantes para encerrar um acampamento no ‘campus’ em Minneapolis, seguindo-se a acordos semelhantes na Northwestern University, no subúrbio de Chicago, e na Brown University, em Rhode Island.

Os protestos também surgiram fora das universidades. Em Albuquerque, cerca de duas dezenas de manifestantes sentaram-se hoje numa estrada, bloqueando o acesso ao portão principal da Base Aérea de Kirtland. O grupo agitou bandeiras e prometeu “fechar tudo” devido à guerra em curso na Faixa de Gaza.

O Presidente norte-americano, Joe Biden, defendeu o direito dos estudantes ao protesto pacífico, mas lamentou a desordem dos últimos dias.

Israel classificou os protestos como antissemitas, enquanto os críticos do Governo de Telavive dizem que o país utiliza essas alegações para ocultar os seus abusos nos territórios palestinianos.

Embora alguns manifestantes tenham sido apanhados pelas câmaras a fazer comentários antissemitas ou ameaças violentas, os organizadores dos protestos – alguns dos quais são judeus – consideram-nos um movimento pacífico para defender os direitos palestinianos e protestar contra a guerra.

Na noite de terça-feira, a polícia invadiu um edifício ocupado por manifestantes na Universidade de Columbia, em Nova Iorque, interrompendo uma manifestação que a tinha paralisado e que se tinha tornado numa das mais mediáticas.

Os protestos têm como pano de fundo a invasão do Exército israelita na Faixa de Gaza, onde nos últimos seis meses mais de 34 mil pessoas morreram, na maioria civis, mergulhando o território numa grave crise humanitária.

A ofensiva israelita é uma retaliação pelo ataque do movimento islamita palestiniano Hamas, que em 07 de outubro matou mais de 1.100 pessoas e fez cerca de 250 reféns.

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