As Forças de Defesa de Israel (FDI) aceitaram como válido pela primeira vez o número de mais de 71.600 mortos da guerra em Gaza divulgado pelo Ministério da Saúde do Hamas, noticiou hoje a imprensa local.
Segundo o diário israelita Haaretz, os números são consequência da operação lançada contra o enclave palestiniano após o ataque do Movimento de Resistência Islâmica (Hamas), a 07 de outubro de 2023, em território israelita.
As FDI indicaram estar a analisar quantos combatentes e civis estão incluídos nestes números, prosseguiu o jornal israelita.
Segundo o mais recente balanço divulgado quarta-feira pelas autoridades de saúde de Gaza, o número de mortos ascende a 71.667 e o de feridos a 171.343, na sequência dos bombardeamentos israelitas sobre o enclave palestiniano.
Estes números poderão ser ainda superiores, uma vez que em cada comunicado do Ministério da Saúde é salientado que muitas vítimas continuam presas sob os escombros ou em zonas a que as equipas de socorro não conseguem aceder devido às restrições impostas pelas tropas israelitas.
O balanço não inclui as pessoas que morreram de fome ou de doenças resultantes da grave crise humanitária.
Um acordo de cessar-fogo está em vigor desde 10 de outubro de 2025 entre Israel e o Hamas na Faixa de Gaza, colocando fim a dois anos de guerra no enclave, desencadeada pelo ataque de outubro de 2023 do grupo extremista no sul do território israelita, no qual cerca de 1.200 pessoas foram mortas e 251 sequestradas.
Os sequestrados, vivos ou mortos, já foram entretanto devolvidos a Israel.
Em retaliação dos ataques do Hamas, Israel lançou de imediato uma operação militar em grande escala no enclave palestiniano, que provocou além dos mais de 71 mil mortos, um desastre humanitário, a destruição de quase todas as infraestruturas do território e a deslocação de centenas de milhares de pessoas.