O Comité Nacional para a Administração de Gaza (CNAG), o governo que assumirá o enclave na sequência do plano de paz do presidente norte-americano, Donald Trump, defendeu a necessidade de ter “controlo total” sobre o território.
“O controlo total do CNAG é, portanto, essencial para desbloquear o apoio internacional à recuperação, à reconstrução e garantir uma retirada israelita completa e o restabelecimento da normalidade”, afirmou o organismo em comunicado.
O governo tecnocrata defende assim um “controlo total administrativo, civil e policial” que “não é meramente processual”.
“Não se pode esperar que o CNAG desempenhe as suas responsabilidades sem um controlo administrativo, civil e policial total para aplicar o seu mandato com eficácia, a responsabilidade deve vir acompanhada das ferramentas necessárias para o cumprimento”, argumentou.
A “prioridade absoluta” do CNAG será garantir o fluxo de ajuda humanitária, impulsionar a recuperação, a reconstrução e “finalmente criar as condições para a unidade do povo”.
O CNAG também expressou a sua satisfação com a recente declaração das atuais autoridades de Gaza, controladas pelo Movimento de Resistência Islâmica (Hamas), sobre a sua disposição em entregar o poder ao governo tecnocrata acordado.
No dia 2 de fevereiro, o Hamas disse que tinha “concluído os procedimentos necessários” para a transferência de competências e indicou que um comité composto por representantes de várias fações, clãs e da sociedade civil supervisionará a entrega.
O CNAG coordenará com o Conselho de Paz liderado pelo presidente dos Estados Unidos a aplicação da segunda fase da proposta de Washington, na qual está previsto que o Hamas deponha as armas e que as tropas israelitas se retirem de Gaza, onde uma força internacional ficará encarregada de manter a paz durante o processo de reconstrução.