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Julio Iglesias diz que acusações de agressões sexuais são falsas

Data de publicação
16 Janeiro 2026
8:33

O cantor espanhol Julio Iglesias disse hoje que as acusações de agressão sexual e tráfico de seres humanos que lhe fazem duas ex-empregadas são falsas e que nunca abusou de uma mulher.

“Com profundo pesar respondo às acusações realizadas por duas pessoas que anteriormente trabalharam na minha casa. Nego ter abusado, coagido ou faltado ao respeito a uma mulher”, disse o cantor, num comunicado publicado na rede social Instagram.

Esta é a primeira vez que o cantor faz declarações após terem sido conhecidas, na terça-feira, as acusações das duas mulheres e as queixas que apresentaram no Ministério Público em Espanha.

Na quinta-feira, a revista Hola! disse ter falado com Julio Iglesias e pessoas próximas do cantor e, sem citar o artista ou qualquer familiar ou amigo, disse que o cantor estava a preparar a sua defesa e que garantiu que “tudo se iria esclarecer”.

Julio Iglesias, hoje com 82 anos de idade, disse que ainda lhe “restam forças para as pessoas conhecerem toda a verdade” e defender a sua dignidade perante uma ofensa tão grande”.

Duas antigas empregadas de Julio Iglesias denunciaram na justiça terem sido vítimas de agressões sexuais e tráfico humano por parte do artista.

As queixas foram apresentadas no Ministério Público da Audiência Nacional de Espanha, em 05 de janeiro, disseram na quarta-feira as advogadas da organização não-governamentla (ONG) Women’s Link, que representam as duas mulheres.

O Ministério Público de Espanha decidiu ouvir as duas mulheres que denunciaram o cantor e decretou que têm estatuto de testemunhas protegidas, disseram ainda as advogadas da Women’s Link.

As advogadas saudaram a “forma ágil” como a justiça espanhola está a atuar neste caso e explicaram que a audição se insere ainda numa fase de “investigação pré-processual” e que o Ministério Público da Audiência Nacional espanhola ainda terá de decidir se as queixas apresentadas contra Julio Iglesias avançam.

Além da equipa jurídica da Women’s Link, a ONG Amnistia Internacional Espanha, de defesa dos direitos humanos, “decidiu apoiar as denunciantes e pede que se investigue” este caso.

As denúncias foram tornadas públicas na terça-feira, depois de o jornal espanhol elDiario.es e a estação de televisão norte-americana Univision Noticias terem publicado os testemunhos das alegadas vítimas, no âmbito de uma investigação jornalística de três anos, segundo os dois meios de comunicação social.

As duas mulheres queixam-se de terem sido vítimas de agressões sexuais e outros crimes nas casas que Julio Iglesias tem na República Dominicana e nas Bahamas entre janeiro e outubro de 2021.

As denúncias, citadas pelas juristas que as representam, fazem referência a alegados factos que poderiam constituir “tráfico de seres humanos com fins de imposição de trabalho forçado e servidão”, assim como “vários delitos contra a liberdade e a intimidação sexuais tais como assédio sexual e agressão sexual”, a par de lesões e vários crimes contra os direitos dos trabalhadores “pela imposição de condições laborais abusivas”.

As queixas referem Julio Iglesias como autor principal dos alegados crimes, mas com a colaboração de duas empregadas responsáveis pela gestão das casas do cantor na República Dominicana e nas Bahamas e “chefes diretas” das queixosas.

O facto de Julio Iglesias ter nacionalidade espanhola possibilita que seja alvo de queixa no país, apesar de os alegados crimes terem ocorrido noutros territórios.

Nos testemunhos publicados pelo elDiario.es, as duas mulheres descrevem violações e outras agressões sexuais, assim como bofetadas, insultos e várias outras humilhações físicas e verbais, a par de jornadas laborais de 16 horas, controlo das comunicações e mensagens nos telemóveis ou exames médicos forçados.

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