MADEIRA Meteorologia

Juiz dos EUA ordena libertação de menino de cinco anos e pai detidos no Minnesota

Data de publicação
31 Janeiro 2026
22:04

Um juiz norte-americano ordenou hoje que as autoridades libertem um menino de cinco anos e o pai de um centro de detenção no Texas, para onde foram levados após detidos num subúrbio de Minneapolis.

As imagens de Liam Conejo Ramos, usando um chapéu com orelhas de coelho e uma mochila do Homem-Aranha, rodeado de agentes do Serviço de Imigração e Alfândegas dos Estados Unidos (ICE) causaram ainda mais indignação no país contra a violenta perseguição aos migrantes movida pelo Governo do Presidente republicano, Donald Trump, no Minnesota.

Desencadearam também um protesto em frente ao centro de detenção da família e uma visita de dois congressistas democratas do Texas.

O juiz distrital Fred Biery, nomeado pelo então Presidente democrata Bill Clinton, afirmou, na sua decisão, que “o caso tem a sua origem na mal concebida e incompetentemente aplicada pretensão do Governo de atingir quotas diárias de deportação, mesmo que tal exija traumatizar crianças”.

Outro juiz tinha anteriormente decidido que o menino e o pai, Adrian Conejo Arias, não poderiam ser deportados dos Estados Unidos, pelo menos por enquanto.

Vizinhos e funcionários da escola afirmam que os agentes federais de imigração do Minnesota usaram o menino como “isco”, dizendo-lhe para bater à porta de casa para que a mãe a abrisse.

O Departamento de Segurança Nacional (DHS, na sigla em inglês) classificou esta descrição dos acontecimentos como uma “mentira abjeta”, afirmando que o pai fugiu a pé e deixou o menino dentro de um veículo com o motor ligado, à entrada da residência familiar.

Durante a visita, a 28 de janeiro, dos congressistas democratas Joaquin Castro e Jasmine Crockett, o menino esteve a dormir nos braços do pai, que explicou que Liam estava frequentemente cansado e não se alimentava bem, no centro de detenção que alberga cerca de 1.100 pessoas, segundo Castro.

As famílias detidas relatam condições precárias no centro de detenção, como vermes na comida, disputas por água potável e falta de cuidados médicos, desde a sua reabertura no ano passado.

Em dezembro, um relatório divulgado pelo ICE reconheceu que ali manteve cerca de 400 crianças detidas por um período superior ao limite recomendado de 20 dias.

OPINIÃO EM DESTAQUE

88.8 RJM Rádio Jornal da Madeira RÁDIO 88.8 RJM MADEIRA

Ligue-se às Redes RJM 88.8FM

Emissão Online

Em direto

Ouvir Agora
INQUÉRITO / SONDAGEM

Qual considera ser a melhor utilização futura para o edifício do Hospital Dr. Nélio Mendonça?

Enviar Resultados

Mais Lidas

Últimas