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Na despedida, Ireneu Barreto agradece aos militares

Data de publicação
18 Março 2026
11:09

Naquela que deverá ser a sua derradeira intervenção pública como representante da República na Madeira, Ireneu Barreto está na manhã desta quarta-feira no Largo do Município, no âmbito da cerimónia alusiva ao 33.º aniversário do Comando Operacional da Madeira, à qual preside.

Na sua oratória, perante o Chefe de Estado-Maior-General das Forças Armadas, expressou que “será esta, com toda a probabilidade, a última cerimónia militar a que presidirei, neste final do meu último mandato”, recuperando que “foram tantos, e tão marcantes, os eventos militares a que tive a honra de presidir durante estes 15 anos”, assegurando que, então como0 hoje, “em todos eles, sem exceção, a minha maior preocupação foi expressar o sentimento que sempre me ocorre quando penso nas nossas Forças Armadas: a gratidão”.

É, pois, “o tempo certo para, mais uma vez, dizer da admiração e orgulho com que o País, e a nossa comunidade nesta Região Autónoma em particular, olha para vós”.

Expressou que “nestes tempos estranhos, de expectativa e incerteza, olhamos ainda mais para os nossos militares como um referencial de segurança e confiança”, aditando que “vemos hoje um mundo em aparente desordem, que exige cada vez mais dos regimes democráticos e das organizações internacionais, e onde as Forças Armadas são confrontadas com situações de contornos cada vez mais complexos”.

“Além de serem o garante da defesa da Pátria e da soberania nacional, as nossas Forças Armadas são hoje chamadas, cada vez mais, a empenhar esforços e recursos na defesa e salvaguarda das populações, no âmbito de missões de proteção civil, como aconteceu com a recente passagem da depressão Kristin”, fundamentou, numa palestra dirigida aos militares.

Partilhou que “é do conhecimento público que, neste momento, estão a ser preparados na Região contingentes militares para intervirem em cenários internacionais; um pelotão que deverá rumar à Roménia ainda este ano, e uma companhia que irá integrar a Força de intervenção europeia”, sendo que “a todos desejo a melhor sorte, e que regressem sãos e salvos às vossas famílias no final das vossas missões”.

Assegura que na Madeira “a população está grata ao Exército, à Marinha e à Força Aérea porque, através das missões humanitárias que aqui realizaram, souberam não apenas fazer cumprir o seu desígnio constitucional, mas também mostrar que são um elemento essencial de coesão da nossa comunidade”.

“A nossa condição insular e a distância geográfica que nos separa dos centros de decisão das matérias que ao Estado estão reservadas, comporta, não raras vezes, o risco do desconhecimento e desinteresse pelas necessidades e especificidades regionais”, mas, “felizmente, não tem sido assim em matéria das responsabilidades das Forças Armadas”.

“Todos testemunhámos, em especial nos últimos anos - desde a aluvião de 2010 à crise pandémica, passando pelos incêndios de 2016, 2017, 2024 e 2025 - o esforço dos militares para, por vezes com risco da integridade física das suas mulheres e homens, salvar vidas e bens. É a força militar ao serviço da solidariedade social, o poder armado do Estado que estende a mão à comunidade, ajudando-a, de forma insubstituível, em momentos de tragédia. Sem vós, a nossa Autonomia, que tanto prezamos e que tanto desenvolvimento nos trouxe, não seria certamente tão bem-sucedida”, disse mais à frente.

Numa intervenção totalmente direcionada para o tributo aos militares, Ireneu Barreto lembrou, a título pessoal que “estão a cumprir-se cerca de 60 anos do dia em que fui chamado a participar, em Moçambique, numa guerra que a nossa geração não escolheu, mas que nos marcou para toda a vida”.

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