Nas intervenções finais do debate da Conta da Região de 2024, o deputado único da Iniciativa Liberal, Gonçalo Maia Camelo, afirmou que o processo da conta “não significa que tenha de ser aprovada sem críticas”.
O liberal destacou que os impostos indiretos já representam 61% da receita, e apontou que, apesar do reconhecimento do Tribunal de Contas sobre a gestão, “o investimento continua ineficiente”. Segundo Maia Camelo, o PIDDAR registou apenas 53% de execução, enquanto os programas 2030 atingiram uma taxa média de 3,9%.
“Isso coloca uma questão fundamental: estamos a alocar o dinheiro público para transformar a Região ou mantê-la como está?”, questionou, alertando para a “trajetória de descontrolo” na despesa da saúde.
O deputado reforçou que “este não é, de todo, o sistema que a IL defende. O problema da Madeira é a forma como os recursos são geridos”, concluindo a intervenção com um apelo à eficiência na aplicação dos fundos públicos e à concretização de investimentos que tragam impactos reais para a população.