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Prorrogadas medidas preventivas para áreas afetadas pela construção de teleférico no Curral

Data de publicação
18 Março 2026
14:05

O Governo da Madeira decidiu prorrogar por mais um ano as medidas preventivas para as áreas do concelho de Câmara de Lobos afetadas pela construção do sistema de teleféricos do Curral das Freiras, foi hoje publicado em Diário da República.

De acordo com a publicação em Diário da República, além do alargamento das medidas preventivas, inicialmente em vigor até junho deste ano, é alterada a disposição número 2 da resolução do Conselho do Governo Regional 491/2024, publicada no Jornal Oficial da Região Autónoma da Madeira em 05 de junho de 2024.

Em causa está a norma que suspende parcialmente, por três anos, o Plano Diretor Municipal de Câmara de Lobos, sendo agora acrescentados alguns novos espaços.

O executivo madeirense (PSD/CDS-PP), liderado pelo social-democrata Miguel Albuquerque, “reconhece como sendo de relevante interesse regional a conceção, construção e conservação de um sistema de teleféricos, de um parque de aventura e de interpretação da natureza e de um “zip line” (slide), incluindo as instalações de apoio e restauração”.

De acordo com a Madeira Skypark Adventure, empresa responsável pelo projeto, o sistema de teleféricos implica um investimento “totalmente privado” de 47 milhões de euros.

O contrato é válido por 50 anos, a contar do início da exploração, e visa a construção e conservação de um sistema de teleféricos, de um parque aventura e de interpretação de natureza e de um ‘zip line’ (‘slide’), incluindo instalações de apoio e restauração, na zona do Curral das Freiras, freguesia localizada no interior do concelho de Câmara de Lobos, a oeste do Funchal.

Serão construídas três estações de teleférico – Curral das Freiras, Boca da Corrida e Paredão – e estima-se que o projeto possa gerar 40 postos de trabalho diretos.

O projeto tem sido contestado por vários setores, nomeadamente associações ambientalistas e forças partidárias da oposição, sobretudo devido ao impacto ambiental.

Segundo a empresa, será paga uma renda mensal de 2.000 euros ao Instituto das Florestas e Conservação da Natureza (IFCN), valor que será ajustado anualmente à taxa de inflação.

O contrato prevê também o pagamento à Madeira de uma contrapartida de 1% da receita anual da bilheteira dos teleféricos a partir do décimo ano.

De acordo com o Estudo de Viabilidade Económica e Financeira realizado pelo IFCN (instituto público madeirense), em 2034 a receita anual pode atingir os 6,6 ME, o que representa cerca de 66 mil euros de contrapartida.

Somados todos os valores a pagar durante a concessão de 50 anos (incluindo rendas, impostos e contrapartidas), estima-se que a Madeira terá 400 ME de benefícios diretos.

A concessionária garante que os impactos ambientais serão limitados e acontecerão apenas durante o período das obras e numa área pouco significativa, que depois será objeto da “mais rigorosa recuperação paisagística”.

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