O presidente do Governo Regional da Madeira, Miguel Albuquerque, voltou a sublinhar o papel dos campos de golfe na economia regional, defendendo “que estes projetos são essenciais para criar emprego e atrair investimento”.
“O golfe, em todas as localizações onde está implementado, é uma âncora de desenvolvimento, criação de riqueza e emprego”, afirmou.
O governante destacou que o projeto do campo de golfe do Faial terá efeitos multiplicadores significativos, beneficiando concelhos como Santana e São Jorge. “Santana, neste momento, tem uma quebra demográfica e precisamos criar bons empregos, investimento e desenvolvimento. Eu não vim para o Governo para assegurar a mesmice”, afirmou.
O presidente explicou que a infraestrutura será concessionada e de alta qualidade, garantindo benefícios diretos para os habitantes do Norte: “Vamos assegurar emprego bem remunerado e efeitos multiplicadores no comércio, nos serviços e em todas as áreas económicas”. Albuquerque recordou ainda o impacto do campo de golfe do Porto Santo, que gera 26 milhões de euros anuais para a economia local.
Quanto ao projeto da Ponta do Pargo, Albuquerque revelou que o estudo disponível prevê investimentos de 110 milhões de euros com a construção de hotéis e imobiliária, 15 milhões de euros anuais de funcionamento e a criação de cerca de 500 empregos diretos e indiretos, com salários de aproximadamente 9,6 milhões de euros.
O governante reforçou que todos os projetos se baseiam em estudos técnicos rigorosos, realizados por uma consultora internacional. “Não trabalhamos por capricho ou improvisação. Estes são projetos planeados e estruturados para garantir o desenvolvimento integral e equitativo da Madeira”, concluiu, acrescentando que “está previsto o lançamento de um concurso ainda este mês para vender a área imobiliária e condicionar o campo de golfe”.