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Irão: Teerão rejeita ameaças de Trump e lembra-lhe que sobreviveu a “séculos de delírios” de inimigos

Data de publicação
07 Abril 2026
20:26

As autoridades iranianas rejeitaram as ameaças hoje feitas pelo Presidente norte-americano, Donald Trump, horas antes de expirar o seu mais recente ultimato, lembrando-lhe pertencerem a “uma civilização que sobreviveu a séculos de turbulência e delírios” dos inimigos.

“O Irão não é um ‘incidente’ na história, mas a própria história. Uma civilização que sobreviveu a séculos de turbulência e delírios daqueles que lhe desejam mal”, escreveu Mohammad Reza Aref, conselheiro do Presidente iraniano, Massud Pezeshkian, numa mensagem nas redes sociais.

Aref sublinhou que o Irão “não se deixará influenciar pela retórica primitiva de Trump” e afirmou que responderá “às barbaridades do inimigo” defendendo os interesses nacionais e com confiança na “força” do povo iraniano.

O conselheiro de Pezeshkian respondeu assim à mais recente diatribe de Donald Trump, que ameaçou provocar a morte de “uma civilização inteira” esta noite, se o Irão não ceder às suas exigências, bombardeando as suas infraestruturas de produção de energia.

“Uma civilização inteira morrerá esta noite, para nunca mais voltar”, escreveu Trump nas redes sociais, onde vaticinou que nas próximas horas se assistirá a “um dos momentos mais importantes da longa e complexa história do mundo”.

Trump reiterou repetidamente este ultimato ao Irão, exigindo a reabertura do Estreito de Ormuz e chegando mesmo a ameaçar destruir infraestruturas civis, como pontes, centrais elétricas e centrais de dessalinização.

Enquanto o Presidente dos Estados Unidos foi intensificando o tom das intimidações, o Irão considerou tais exigências “irracionais” e “excessivas”, por entre apelos internacionais para o diálogo para pôr fim à guerra.

Os Estados Unidos e Israel lançaram a 28 de fevereiro um ataque militar ao Irão, que justificaram com a inflexibilidade da República Islâmica nas negociações para pôr fim ao enriquecimento de urânio no âmbito do seu programa nuclear, que afirma destinar-se apenas a fins civis.

Em retaliação, o Irão encerrou o Estreito de Ormuz e lançou ataques contra alvos em Israel, bases norte-americanas e infraestruturas civis em países da região como Arábia Saudita, Bahrein, Emirados Árabes Unidos, Qatar, Kuwait, Jordânia, Omã e Iraque.

Desde o início do conflito, as autoridades iranianas contabilizaram pelo menos 1.332 mortos - entre os quais o ‘ayatollah’ Ali Khamenei, líder supremo da República Islâmica desde 1989, entretanto substituído pelo seu segundo filho, Mojtaba Khamenei, e o chefe do Conselho Supremo de Segurança Nacional, Ali Larijani - e mais de 10.000 feridos, mas desde 05 de março que não atualizam o balanço oficial.

Hoje, no 39.º dia do conflito, a organização não-governamental HRANA (Human Rights Activists News Agency), com sede nos Estados Unidos, situou o número total de vítimas mortais no Irão em pelo menos 3.597, entre as quais 1.665 civis.

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