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Irão: ONU considera repugnantes ameaças de aniquilação e alerta para crimes de guerra

Data de publicação
07 Abril 2026
19:31

O alto comissário da ONU para os Direitos Humanos considerou hoje repugnantes as ameaças de “aniquilar toda uma civilização” e de atacar infraestruturas civis, recordando que um ataque desse tipo constitui um “crime de guerra”.

“Lamento a retórica incendiária que tem sido utilizada na guerra do Médio Oriente nas últimas semanas por todas as partes, incluindo as mais recentes ameaças de aniquilar toda uma civilização e de atacar infraestruturas civis. Isto é repugnante”, afirmou Volker Turk num comunicado.

“Concretizar tais ameaças equivale aos mais graves crimes internacionais”, disse, referindo-se às ameaças do Presidente norte-americano, Donald Trump, embora não o mencionasse diretamente na nota.

O alto comissário das Nações Unidas referiu ainda que “qualquer pessoa responsável por crimes internacionais deve ser julgada por um tribunal competente”.

Trump, ameaçou hoje nas redes sociais que “uma civilização inteira morrerá esta noite” se o regime iraniano não reabrir o Estreito de Ormuz, poucas horas antes do final do seu ultimato.

O Presidente republicano referiu que as próximas horas vão testemunhar “um dos momentos mais importantes” da História mundial.

“Não quero que isso aconteça, mas provavelmente acontecerá”, afirmou Trump.

Donald Trump fez ao Irão um ultimato para que o regime islâmico volte a deixar passar todos os petroleiros no Estreito de Ormuz até às 20:00 de hoje em Washington (01:00 de quarta-feira em Lisboa).

Já a porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, afirmou que apenas o Presidente norte-americano conhece a decisão final sobre uma eventual ação contra o Irão, horas antes do fim do ultimato imposto a Teerão.

“O regime iraniano tem até às 20:00, hora de Washington, para aproveitar a oportunidade e chegar a um acordo com os Estados Unidos. Só o Presidente sabe qual é a nossa posição e o que vai fazer”, declarou Leavitt.

A responsável respondia a questões sobre a possibilidade de recurso a armas nucleares e sobre notícias de que o Irão teria interrompido todas as linhas de comunicação com Washington.

Entretanto, o secretário de Estado, Marco Rubio, informou que poderão surgir novos desenvolvimentos ainda hoje, sem esclarecer se existem condições para retomar negociações com o Irão.

As tensões mantêm-se elevadas, com relatos de suspensão de contactos diretos entre Teerão e Washington, num contexto de intensificação dos ataques militares e de crescente incerteza quanto à evolução do conflito.

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