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Gronelândia: Parlamento Europeu suspende ratificação de acordo comercial com EUA

Data de publicação
20 Janeiro 2026
16:45

O Parlamento Europeu decidiu suspender o processo de ratificação do acordo comercial entre a União Europeia (UE) e os Estados Unidos, em resposta às mais recentes ameaças do Presidente norte-americano, indicaram hoje os principais grupos políticos.

Existe um “acordo maioritário” entre os grupos políticos para congelar o acordo comercial celebrado no ano passado entre os Estados Unidos e a UE, assegurou o presidente do grupo S&D (Socialistas e Democratas, que inclui o PS), Iratxe García Pérez, citado pela agência France-Presse (AFP).

O PPE (direita, que integra os portugueses PSD e CDS-PP), o maior grupo no Parlamento Europeu, também confirmou o congelamento nas discussões sobre o acordo.

Concluído no verão, o acordo prevê taxas aduaneiras de 15% sobre as exportações europeias para os Estados Unidos, mas a abolição de tarifas relativamente às exportações norte-americanas para a UE.

Não permitir o acesso sem impostos às empresas norte-americanas ao mercado europeu é “uma ferramenta muito poderosa”, disse hoje Manfred Weber, líder do grupo Partido Popular Europeu (PPE).

“É uma alavanca extremamente poderosa. Não acredito que as empresas concordem em abdicar do mercado europeu”, disse Valérie Hayer, presidente do grupo centrista Renew - de que faz parte a Iniciativa Liberal.

Por outro lado, parte da extrema-direita manifestou-se contra o congelamento deste acordo.

“Achamos que isto é um erro”, disse Nicola Procaccini, co-presidente dos Reformistas e Conservadores Europeus (ECR).

Já o grupo Patriotas (que abrange o Chega), presidido pelo eurodeputado francês Jordan Bardella (União Nacional), é a favor da “suspensão” deste acordo.

Agora é o “equilíbrio de poder” que é imposto aos Estados Unidos de Donald Trump, disse Bardella aos eurodeputados.

O congelamento das discussões no Parlamento Europeu impede a ratificação deste acordo e, consequentemente, a sua implementação.

No sábado, Donald Trump afirmou que pretende cobrar tarifas (de 10% em fevereiro e de 25% em junho) sobre mercadorias de oito países europeus devido à oposição ao controlo dos Estados Unidos sobre a Gronelândia, entre os quais seis Estados-membros da UE (Dinamarca, Suécia, França, Alemanha, Países Baixos e Finlândia) e dois outros (Noruega e Reino Unido).

Os diferentes grupos políticos, por outro lado, estão mais desunidos quanto a outras possíveis respostas às ameaças de Donald Trump de anexar a Gronelândia, um território ártico sob soberania da Dinamarca, um país membro da UE e da NATO.

O PPE, através do seu presidente, apelou a um desagravamento das tensões, recusando a implementação do mecanismo europeu anticoerção proposto pelo Presidente francês, Emmanuel Macron, que, por exemplo, limitaria o acesso das empresas norte-americanas a contratos públicos europeus.

O mesmo se aplica ao ECR, cujo vice-presidente Nicola Procaccini também se manifestou contra tal medida.

O uso do que alguns apelidaram de “bazuca” económica europeia é apoiado pelas outras famílias políticas no Parlamento Europeu.

O ministro dos Negócios Estrangeiros português, Paulo Rangel, admitiu hoje “alguma pertinência” quanto a este mecanismo.

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