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Europeias/Itália: Meloni com vitória clara, segundo sondagens à boca das urnas

Data de publicação
09 Junho 2024
23:36

O partido de direita radical Irmãos de Itália, da primeira-ministra Giorgia Meloni, confirmou o favoritismo que lhe era atribuído e venceu de forma clara as eleições europeias neste país, segundo sondagens à boca das urnas divulgadas hoje à noite.

Projeções divulgadas em Itália e pelo Parlamento Europeu (PE) uma hora após terem encerrado as urnas no país (e na União Europeia, já que Itália era o Estado-membro onde a votação se prolongava até mais tarde, às 23:00 locais) vão no mesmo sentido que as sondagens à boca das urnas, atribuindo aos Irmãos de Itália entre 27,7% (estação televisiva RAI) e 28% (PE), à frente do Partido Democrático (centro-esquerda), que obtém entre 23% (PE) e 23,7% (RAI).

A terceira força política mais votada foi o Movimento 5 Estrelas (populista de esquerda), com 11,1 a 12% dos votos, seguido do Força Itália (centro-direita), com 9,5% a 10,5%, e do partido radical de direita Liga, do eurocético Matteo Salvini, que se queda pelos 8 a 9% dos votos dos italianos, de acordo com as projeções atualizadas.

Face às anteriores eleições europeias, de 2019, e tal como as sondagens ao longo dos últimos meses já antecipavam, regista-se uma troca de papéis entre os partidos da direita radical em Itália, já que há cinco anos a Liga de Salvini obtivera uma vitória inquestionável, com 34,3 por cento dos votos, que lhe valeram 29 dos 76 assentos a que Itália tem direito no Parlamento Europeu, enquanto os Irmãos de Itália se quedaram pelos 6,4%, que lhe conferiram cinco assentos.

Meloni, que preside ao grupo dos Conservadores e Reformistas Europeus (ERC, direita radical) no Parlamento Europeu, obtém mesmo, segundo estas sondagens à boca das urnas, um resultado melhor do que nas eleições legislativas de 2022 (24,6%), que lhe permitiram tornar-se a primeira mulher a governar Itália, à frente de um governo de coligação que integra também a Liga e a Força Itália.

O Partido Democrático, agora liderado por Elly Schlein, confirma-se como principal força da oposição, mas não deverá crescer muito face ao resultado obtido há cinco anos (22,7%).

Segundo as projeções do Parlamento Europeu, os “Fratelli d’Italia” elegem 23 deputados (para a bancada do ECR), o Partido Democrático 19 (para a bancada dos Socialistas Europeus), o Movimento 5 Estrelas 10 (ainda sem grupo definido), o Força Itália oito (para a bancada do Partido Popular Europeu, PPE), a Liga sete (para o grupo Identidade e Democracia, ID), e os Estados Unidos da Europa (centro) e a Aliança Europa Verde/Esquerda Italiana elegem cinco cada, respetivamente para as bancadas dos Liberais e dos Verdes.

De acordo com dados ainda provisórios divulgados pelo Ministério do Interior italiano, a taxa de abstenção em Itália aumentou face às anteriores eleições europeias, já que a taxa de participação na eleição deste ano – realizada ao longo do fim-de-semana, sábado e domingo – terá rondado os 48%, abaixo da afluência de 54,5% registada em 2019.

Cerca de 361 milhões de eleitores dos 27 países da União Europeia (UE) foram chamados a escolher a composição do próximo Parlamento Europeu, elegendo 720 eurodeputados, mais 15 que na legislatura anterior.

Itália é o terceiro Estado-membro com mais assentos no Parlamento Europeu, 76, apenas atrás de Alemanha (96) e França

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