A França organiza pela primeira vez, quarta e quinta-feira, uma Cimeira de Presidentes de Assembleias Femininas, na qual são esperadas pelo menos 25 líderes, pouco antes do Dia Internacional dos Direitos da Mulher, em 8 de março.
A iniciativa partiu da presidente da Assembleia Nacional francesa, Yaël Braun-Pivet, preocupada com “o facto de os direitos das mulheres estarem a ser corroídos ou mesmo postos em causa”, como é o caso do aborto nos Estados Unidos e na Polónia.
Esta cimeira, que se vai realizar na quarta e na quinta-feira, será “uma oportunidade para enviar uma mensagem forte ao mundo sobre a proteção dos direitos das mulheres”, acrescentou.
Ao contrário de vários países onde o direito ao aborto está a ser reduzido, a França será o primeiro país a consagrar explicitamente o direito à interrupção voluntária da gravidez na sua Constituição, uma questão que se tornou objeto de consenso entre a opinião pública e agora também entre os políticos franceses.
A decisão do Supremo Tribunal federal norte-americano, em junho de 2022, de anular uma decisão que protegia o acesso ao aborto levou a opinião pública francesa a pressionar os políticos a proteger esse direito no plano constitucional.