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Alemanha e Polónia defendem revisão da estratégia de defesa da Europa

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Data de publicação
24 Maio 2022
18:41

A ministra dos Negócios Estrangeiros da Alemanha, Annalena Baerbock, e o seu homólogo polaco, Zbigniew Rau, defenderam hoje a necessidade de rever a estratégia de segurança europeia, no contexto da guerra na Ucrânia.

Após uma reunião em Berlim, Baerbock sublinhou a necessidade de repensar a segurança no âmbito da União Europeia (UE) e da NATO e destacou a importância de fortalecer o flanco leste da Aliança.

A chefe da diplomacia alemã realçou que não é possível continuar com a "lógica de ‘tripwire’" -referindo-se ao mecanismo que desencadearia uma resposta contra a Rússia, se Moscovo realizasse um ataque na região do Báltico - defendendo que é necessário "rever o conceito estratégico" subjacente à NATO.

Rau - após uma intervenção em que culpou os governos alemães anteriores por compactuarem com Moscovo e assim facilitar a atual guerra na Ucrânia - mencionou a necessidade de criar um sistema de segurança europeu "orientado contra a Rússia".

Embora Baerbock se tenha esforçado em destacar a unidade da UE sobre a guerra na Ucrânia e elogiado a Polónia por acolher refugiados ucranianos, bem como a sua independência em relação gás e carvão russos, ficou claro que os dois países têm prioridades diferentes.

Onde a ministra alemã estabeleceu o objetivo de apoiar a Ucrânia no seu direito de autodefesa, Rau defendeu que a "derrota estratégica da Rússia" e a retirada das suas tropas do território internacionalmente reconhecido devem ser os objetivos de "todos os Estados democráticos".

Além disso, o chefe da diplomacia polaca pediu que Berlim apoie o processo de admissão da Ucrânia como país candidato à adesão à UE, pois, caso contrário, a Alemanha perderá credibilidade, o que, na sua perspetiva, tornará impossível manter a paz na Europa.

Os dois ministros também reconheceram que houve dificuldades com o mecanismo de troca que prevê que a Alemanha forneça à Polónia armas pesadas para substituir o material militar que cede à Ucrânia.

Baerbock falou em "mal-entendidos" e realçou que não é possível fornecer material pesado apenas "estalando os dedos", enquanto Rau indicou que o mecanismo não está a funcionar tão rápido quanto a situação exige.

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