MADEIRA Meteorologia

Líbia: Estados Unidos pedem aos líderes para superarem divergências políticas

JM-Madeira

JM-Madeira

Data de publicação
22 Dezembro 2021
14:59

O enviado especial dos Estados Unidos na Líbia, Richard Norland, pediu hoje às autoridades locais para que superem os obstáculos que levaram a comissão eleitoral a adiar as eleições presidenciais marcadas para sexta-feira.

Norland insiste que a aprovação das candidaturas deve ser esclarecida e finalizada e lembrou aos responsáveis políticos e judiciais que a resolução dos presentes problemas eleitorais deve ser a sua prioridade, já que se trata do "desejo de todos os líbios".

O diplomata norte-americano também pediu a todas as partes envolvidas para neutralizarem o clima de tensão e de iminência de um grave conflito que paira sobre Trípoli e sobre outras cidades do país, sublinhando que "este não é o momento para tomar medidas unilaterais ou ordenar destacamentos armados", avisando sobre os riscos de uma "escalada de violência (…) para a segurança dos cidadãos".

A Alta Comissão Nacional Eleitoral (HNEC) líbia propôs hoje ao parlamento o adiamento das eleições, devido ao conflito entre o poder político e o judiciário sobre a lei eleitoral e sobre as condições exigidas para o registo de candidatos, o que é visto como um golpe no processo de reconciliação promovido pela ONU.

"Após a concertação com o parlamento, a Alta Comissão Eleitoral propõe o adiamento da primeira volta da eleição [presidencial] para 24 de janeiro de 2022. O parlamento será responsável por adotar as medidas necessárias para resolver os obstáculos ao processo eleitoral", anunciou o órgão, num comunicado de imprensa.

A comissão eleitoral do país dissolveu os comités eleitorais na terça-feira e nunca publicou, em conformidade com os trâmites previstos, uma lista final dos candidatos presidenciais.

As incertezas quanto à realização do escrutínio na data marcada aumentaram no final de novembro, depois de a comissão eleitoral ter rejeitado as candidaturas de Seif al-Islam - filho e alegado sucessor de Muammar Kadhafi, o tirano deposto em 2011 - do marechal Khalifa Haftar - líder das milícias do Leste e homem forte do país - e do primeiro-ministro interino, Abdul Hamid Dbeibah, primeiro-ministro interino e bilionário que fez fortuna ao lado da ditadura.

Os três recorreram da decisão e foram reintegrados como candidatos, por diferentes tribunais.

A realização destas eleições presidenciais foi proposta para ajudar a unificar o país após uma década de guerra civil e deveriam ser as primeiras eleições "nacionais" após o acordo de reconciliação firmado em outubro de 2020 sob patrocínio da ONU e de um processo diligente e difícil de pacificação do país, às quais se seguiriam as legislativas, marcadas para um mês depois.

A Líbia mergulhou no caos após a revolta popular apoiada pela NATO que derrubou o regime de Muammar Kadhafi em 2011, minada pelas lutas de poder, dividida entre duas autoridades rivais, num cenário de interferência estrangeira.

Lusa

OPINIÃO EM DESTAQUE

88.8 RJM Rádio Jornal da Madeira RÁDIO 88.8 RJM MADEIRA

Ligue-se às Redes RJM 88.8FM

Emissão Online

Em direto

Ouvir Agora
INQUÉRITO / SONDAGEM

O que representa o regresso do Marítimo à Primeira Liga?

Enviar Resultados
RJM PODCASTS

O I Fórum Regional Erasmus+ pôs em evidência o papel que a Madeira tem tido na aplicação deste programa. Secretária regional exorta a mais candidaturas,...

Mais Lidas

Últimas