A secretária regional Paula Margarido defendeu, esta segunda-feira, que a Região Autónoma da Madeira tem vindo a consolidar políticas de inclusão social e de igualdade, sublinhando a redução da diferença salarial entre homens e mulheres para valores inferiores aos registados a nível nacional e europeu.
Nas comemorações do Dia Mundial da Cidadania, na escola Profissional Dr. Francisco Fernandes, a governante afirmou que o objetivo passa por garantir que “todo o cidadão seja respeitado como pessoa, independentemente das suas diferenças, fragilidades ou idiossincrasias”, defendendo uma sociedade “cada vez mais democrática e inclusiva”. Segundo os dados apresentados, a diferença salarial entre homens e mulheres na Madeira situa-se nos 9,14%, abaixo da média nacional, de 14,64%, e da média da União Europeia, próxima dos 11%. A responsável atribuiu estes resultados às políticas públicas implementadas na região, nomeadamente ações de sensibilização nas escolas e empresas, o reforço do salário mínimo regional - atualmente nos 980 euros, acima dos 920 euros praticados no continente - e a aposta em mecanismos de concertação social.
“Desde 2015, a Madeira foi a região que mais reduziu a diferença salarial entre homens e mulheres”, afirmou, acrescentando que cerca de 80% dos trabalhadores da região estão abrangidos por convenções coletivas de trabalho. A governante reconheceu, contudo, que ainda persistem desigualdades em setores onde as diferenças salariais são mais acentuadas. Ainda assim, garantiu que o Executivo regional continuará a reforçar medidas de promoção da igualdade de género.
Durante a intervenção, Paula Margarido destacou ainda projetos dirigidos à população idosa, desenvolvidos pelo Instituto de Segurança Social da Madeira e por instituições particulares de solidariedade social, que visam permitir aos idosos permanecerem em casa com acompanhamento multidisciplinar, prevenindo situações de dependência e institucionalização. A responsável concluiu sublinhando que os indicadores estatísticos “dão conforto”, mas não justificam um abrandamento nas políticas públicas de combate às desigualdades sociais e salariais.