A Marina do Funchal deverá ter entre 75% e 80% dos espaços comerciais já arrendados, revelou hoje, o secretário regional da Economia, José Manuel Rodrigues, em declarações aos jornalistas à margem da sua presença na cerimónia ‘Maré de Gente’, da Escola dos Louros, no âmbito do programa ‘Escola Azul’.
O secretário defende uma rápida devolução daquele espaço à população e à dinâmica social da cidade, disse, explicando que o processo de ocupação dos espaços comerciais está atualmente a ser conduzido pelos privados, após a conclusão da empreitada pública e da concessão atribuída pela Marinha Portuguesa.
“A Marina do Funchal está num processo de arrendamento dos espaços comerciais. Como se sabe, houve uma concessão da Marinha a dois clubes náuticos que formaram uma empresa, depois fizeram uma subconcessão a outra empresa, e estamos agora num processo dessa empresa fazer arrendamentos com as pessoas interessadas nestes espaços”, afirmou.
Segundo José Manuel Rodrigues, os dados disponíveis apontam para uma adesão significativa por parte dos empresários. “Aquilo que sabemos é que cerca de 75 ou 80% dos espaços estão arrendados, o que é naturalmente positivo”, destacou.
O secretário regional sublinhou que o objetivo do Governo Regional passa por transformar novamente a marina num espaço de convivência e animação urbana. “Durante anos, a Marina do Funchal foi um polo dinamizador da cidade, em termos de animação e recreação. É isso que nós pretendemos, devolver toda esta frente-mar e a Marina do Funchal à população da nossa região”, disse.
Confrontado com os atrasos na abertura dos estabelecimentos comerciais, apesar da conclusão da obra há já algum tempo, José Manuel Rodrigues considerou que a responsabilidade da componente pública está concluída.
“A parte pública cumpriu a sua missão, que foi fazer a obra e o contrato de concessão. Agora os privados tratam da parte do negócio em termos de abertura comercial dos espaços de restauração e das lojas”, afirmou.
Quanto à inauguração oficial da marina renovada, o governante adiantou que ainda não existe uma data definida. “O importante não é a inauguração, o importante é que rapidamente se devolva este magnífico espaço à cidade do Funchal e à sua população”, concluiu.