A empresa madeirense Bordal está a representar Portugal numa exposição internacional dedicada ao património têxtil e aos saberes-fazer europeus, a decorrer na Hungria até ao final de maio, onde o Bordado Madeira assume o papel de convidado de honra.
A mostra, patente na Fundação da Renda Halasi, reúne peças de diferentes épocas e estilos, permitindo “mostrar a riqueza, a evolução e a versatilidade desta arte”, refere a Bordal em nota de imprensa. A exposição inclui não só bordados tradicionais e contemporâneos, mas também explicações sobre o processo de produção, imagens da fábrica e do trabalho manual, além do vídeo institucional da empresa.
“Acreditamos que é importante mostrar não só o resultado final, mas também o lado vivo do Bordado Madeira, as mãos que o criam e a autenticidade de uma produção que continua ativa e ligada ao seu território”, sublinha a mesma fonte.
Durante o evento, a Bordal apresentou ainda a coleção ‘Natureza Vestida em Fio’, inspirada em elementos naturais da Madeira, como flores, floresta e mar, num desfile que integrou também criações da estilista húngara Tündér, dedicadas à renda Halasi.
Um dos momentos destacados foi a apresentação de seis coordenados resultantes da colaboração entre as duas tradições têxteis: três da Bordal, que conjugam Bordado Madeira com renda Halasi, e três desenvolvidos por Tündér, numa fusão inversa das técnicas.
“Foi emocionante ver Portugal e Hungria (...) encontrarem-se através da tradição, da criatividade e da contemporaneidade, criando peças únicas onde o bordado e a renda dialogam de forma tão natural”, lê-se na nota.
A empresa destaca ainda o acolhimento da Fundação da Renda Halasi, agradecendo “a enorme generosidade, carinho e atenção em cada detalhe”, bem como o apoio institucional das embaixadas. Em particular, é referido o papel da embaixadora da Hungria em Portugal, Emília Fábián, pelo convite, e da embaixadora de Portugal na Hungria, Maria Cristina Castanheta, pelo reconhecimento do trabalho da Bordal.
Além da vertente cultural, a participação teve também um impacto ao nível da internacionalização, com a criação de contactos com representantes de outros países europeus.
“Acreditamos que é através destas partilhas (...) que conseguimos continuar a afirmar o Bordado Madeira além-fronteiras, mantendo viva uma arte com identidade, memória e futuro”, conclui a Bordal.