O número de trabalhadores na Administração Regional da Madeira (ARM) voltou a diminuir no arranque de 2026, fixando-se em 20.950 postos de trabalho no final de março, segundo dados divulgados pela Direção-Geral da Administração e do Emprego Público.
De acordo com a Síntese Estatística do Emprego Público, publicada a 15 de maio, registou-se uma redução de 134 postos face ao trimestre anterior (-0,6%) e uma quebra de 204 em termos homólogos (-1,0%). Em comparação com o final de 2011, a diminuição é de 403 postos (-1,9%).
De acordo com a informação divulgada pela Direção Regional de Estatística da Madeira (DREM), a tendência de descida estende-se ao Instituto de Segurança Social da Madeira, que contabilizava 1 176 trabalhadores no final do primeiro trimestre, menos 18 do que no período anterior (-1,5%) e menos 74 em termos homólogos (-5,9%). Desde 2011, este organismo perdeu 235 postos de trabalho (-16,7%).
No contexto nacional, a Administração Regional da Madeira surge entre os poucos subsetores com redução homóloga do emprego público. Segundo a mesma fonte, “os Fundos de Segurança Social, a Administração Regional da Madeira e a Administração Regional dos Açores foram os únicos subsetores a apresentar diminuições dos postos de trabalho face ao período homólogo”, ao contrário da Administração Local (+2,6%) e da Administração Central (+0,9%), que registaram aumentos.
A quebra registada na Madeira é explicada sobretudo pela diminuição de assistentes operacionais, com um saldo líquido de menos 250 trabalhadores, e de pessoal docente (-34), “que os aumentos líquidos de enfermeiros (+28), técnicos de diagnóstico e terapêutica (+18), informáticos e conservadores e notários (+6 cada) foram insuficientes para contrabalançar”.
Apesar da redução, o pessoal docente continua a ser o grupo mais representativo, com 27,5% do total, seguido dos assistentes operacionais (25,9%) e dos assistentes técnicos (14,2%).
Por tipo de entidade, os estabelecimentos de ensino básico e secundário concentram a maior fatia do emprego público regional (39,0%), seguidos pelas entidades públicas empresariais regionais (29,0%) e pelas direções regionais (17,6%).
A Secretaria Regional da Educação, Ciência e Tecnologia é a que concentra mais trabalhadores, com 9.563 postos de trabalho, correspondendo a 45,6% do total da administração regional. As restantes secretarias apresentam valores bastante inferiores, entre os 147 postos na Economia e os 950 nas Finanças.
Em termos salariais, a remuneração base média mensal na administração regional fixou-se em 1.933,6 euros em janeiro de 2026, acima da média das administrações públicas (+1,1%). Já o ganho médio mensal atingiu 2 330,9 euros, também superior ao valor nacional (+2,2%). Face a janeiro de 2025, os aumentos foram de 5,5% e 6,8%, respetivamente.
Fora da administração regional, as empresas públicas regionais não integradas na ARM somavam 1 972 trabalhadores, enquanto as câmaras municipais da Região concentravam 3 805 postos de trabalho, mais 5,6% do que no mesmo período do ano passado. Já as juntas de freguesia empregavam 183 pessoas.
A nível global, os dados mostram que, desde 2011, apenas os Fundos de Segurança Social (-20,0%) e a Administração Regional da Madeira (-1,9%) registaram reduções no emprego público, contrastando com o crescimento observado nos restantes subsetores.