É já amanhã que abre portas o 24.º presépio do Galeão, localizado junto ao centro de saúde de São Roque, e que este ano demorou três meses a ser construído.
Trabalharam nele, durante 12 horas por dia, oito homens. A área do presépio é de cerca de mil metros quadrados.
De acordo com uma nota enviada à redação, nesta edição estarão disponíveis cinco mil peças, embora a Associação Cultural e Recreativa do Galeão tenha cerca de 10 mil peças, que vai rodando ao longo dos anos.
Recorde-se que o presépio do Galeão é uma "lapinha" em ponto gigante, que mostra figuras do Natal, conciliando-as com as tradições e costumes da Madeira, a par de monumentos representativos, como o são as igrejas da Madeira, que estão quase todas representadas
Este ano, o tema é ‘Lembranças’, até porque neste presépio estarão várias figuras e artefactos datados do início do século XX, como um gramofone, que ainda está a funcionar. Isto para além de algumas "lapinhas" bem antigas.
O tema pretende, sobretudo, recordar o que foi feito, num ano de retoma absoluta, já que em 2020 não houve presépio e em 2021 a estrutura foi de menor dimensão que a normal.
De rememorar que a primeira edição deste presépio decorreu há 24 anos, altura em que Juvenal Fernandes da Silva passou, com a sua família, a residir na freguesia de São Roque, no sítio do Galeão.
Antes, já tinha realizado projetos semelhantes, embora de menores dimensões, em Santo António e em São Martinho, onde a sua família começou com a tradição.
O presidente do Governo Regional, Miguel Albuquerque, visitará pelas 18 horas esta afamada atração.
Lusa