O Óscar de Melhor Filme foi para “Batalha Atrás de Batalha”, de Paul Thomas Anderson, na 98.ª edição dos prémios da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas dos Estados Unidos da América, entregues esta noite, em Los Angeles.
O filme de Paul Thomas Anderson revelou-se assim o vencedor desta edição, ao conquistar seis Óscares das 13 nomeações com que tinha chegado à cerimónia, a maioria nas principais categorias (Melhor Filme, Realização, Argumento Adaptado, Ator Secundário, Montagem e Casting), enquanto “Pecadores”, que reuniu o número recorde de 16 nomeações, obteve quatro (Melhor Ator, Argumento Original, Fotografia e Banda Sonora).
Os outros oito candidatos a Melhor Filme eram “Bugonia”, de Yorgos Lanthimos, “F1”, de Joseph Kosinski, “Frankenstein”, de Guillermo del Toro, “Hamnet”, de Chloé Zhao, “Marty Supreme”, de Josh Safdie, “O Agente Secreto”, de Kléber Mendonça Filho, “Sentimental Value”, de Joachim Trier, “Pecadores”, de Ryan Coogler, e “Sonhos e Comboios”, de Clint Bentley.
No balanço da 98.ª edição dos Óscares, “Batalha Atrás de Batalha” reúne o maior número de ‘estatuetas’ (seis), seguido de “Pecadores” (quatro).
“Frankenstein” ocupa a terceira posição, com três Óscares (Melhor Design de Produção, Guarda-Roupa e Caracterização) e “As Guerreiras do KPop/K-Pop Demon Hunters”, a quarta, com dois Óscares (Melhor Filme de Animação e Canção).
Dos nomeados para Melhor Filme, três produções conseguiram um Óscar: “Hamnet”, que partia com oito nomeações, obteve o de Melhor Atriz (Jessie Buckley), “Sentimental Value”, com nove nomeações, ficou com o de Melhor Filme Internacional, e “F1”, nomeado para quatro Óscares, a maioria em categorias técnicas, conseguiu o de Melhor Som.
Sem qualquer prémio ficaram “Marty Supreme”, nomeado para nove categorias, “Bugonia”, para quatro, e “Sonhos e Comboios”, para três.
As expectativas também saíram goradas à produção brasileira “O Agente Secreto”, que contava com quatro nomeações: Melhor Filme, Melhor Ator (Wagner Moura), Melhor Filme Internacional e Melhor Casting.
Nesta edição dos Óscares, foi pela primeira vez reconhecido o trabalho dos diretores de ‘casting’, com a atribuição do Óscar a Cassandra Kulukundis, pela escolha de elenco de “Batalha Atrás de Batalha”, e, pela primeira vez também, uma mulher foi distinguida na direção de fotografia: Autumn Durald Arkapaw, pelo trabalho em “Pecadores”.
Dos ‘casos’ a assinalar nesta edição dos Óscares há ainda o “empate” na categoria de Melhor Curta-metragem em ‘live action’, que teve dois vencedores: “The Singers”, de Sam A. Davis e Jack Piatt, e “Two People Exchanging Saliva”, de Alexandre Singh e Natalie Musteata.
O facto não é inédito nos Óscares, embora pouco provável, uma vez que a vitória resulta da votação dos membros da Academia.
Segundo estatísticas dos prémios de Hollywood, o “empate” já aconteceu em seis ocasiões: em 1932, com os atores Fredric March e Wallace Beery; em 1950, com as curtas-metragens documentais “A Chance to Live” e “So Much for So Little”; em 1969, com as atrizes Barbra Streisand e Katharine Hepburn; em 1987, com os documentários “Artie Shaw: Time Is All You’ve Got” e “Down and Out in America”; em 1995, também na categoria de Melhor Curta-metragem em ‘live action’, que distinguiu “Franz Kafka’s It’s a Wonderful Life” e “Trevor”; e em 2013, com o Som de “Zero Dark Thirty” e “Skyfall”.
Os vencedores da 98.ª edição dos Óscares de Hollywood foram conhecidos esta noite, numa edição em que os favoritos eram “Pecadores”, com o número recorde de 16 nomeações, e “Batalha atrás de Batalha”, com 13.
A cerimónia realizou-se no Dolby Theatre, em Los Angeles, com apresentação do humorista Connan O’Brian.