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Lisboa acolhe exposição com inéditos do universo das sombras de Lourdes Castro

Data de publicação
20 Março 2026
14:41

Uma exposição evocativa da memória e percurso da artista Lourdes Castro (1930-2022), reunindo obras, objetos e documentos pessoais, alguns inéditos, é inaugurada em 27 de março na Sociedade Nacional de Belas-Artes (SNBA), em Lisboa.

Sob o título “Lourdes Castro: Existe Luz na Sombra”, a mostra, de entrada gratuita, patente até 16 de maio, constitui a segunda etapa de um ciclo expositivo dedicado à artista, depois de uma primeira apresentação nos Açores, no âmbito de um projeto financiado pela Direção-Geral das Artes (DGArtes) através da Rede Portuguesa de Arte Contemporânea (RPAC).

Com curadoria de Márcia de Sousa, a exposição tem como base a exposição “Como uma ilha sobre o Mar: Lourdes Castro”, apresentada no MUDAS - Museu de Arte Contemporânea da Madeira entre 2022 e 2023, que motivou o desenvolvimento de um projeto de itinerância nacional, indica um comunicado da SNBA.

Segundo a organização, o ciclo expositivo assume-se como uma homenagem póstuma que procura “criar memória” sobre a artista, dando a conhecer aspetos menos divulgados do seu percurso, a partir de uma seleção de materiais provenientes do seu arquivo pessoal, alguns inéditos ou pouco conhecidos do público.

A exposição reúne uma seleção de obras, objetos e documentos maioritariamente do acervo particular da artista, articulados com peças provenientes de várias instituições nacionais e coleções privadas, compondo uma leitura transversal da sua trajetória artística, refere o texto.

Nascida na Madeira em 1930, Lourdes Castro frequentou o curso de Pintura na Escola Superior de Belas-Artes de Lisboa, que abandonou em 1956, partindo no ano seguinte com René Bertholo, Costa Pinheiro e outros jovens artistas para Munique, na Alemanha, e, posteriormente, para Paris, em França, em 1958. Juntos fundaram o grupo e a revista KWY (1958-1963).

A partir da década de 1960, a artista afirmou-se em torno da temática das “Sombras”, que se tornou central no seu trabalho, explorando a relação entre presença e ausência e questionando os limites entre objeto e representação.

“Em materiais como lençóis, plexiglas, rhodoids, linóleo ou acrílico fluorescente, Lourdes Castro amplificava a dimensão bidimensional da forma, conferindo-lhe uma nova espessura visual e transformando o debate sobre a objetualização e a desmaterialização da arte”, recorda a curadoria.

Ao longo da carreira, a sua obra foi distinguida com prémios como o Grande Prémio EDP (2000), o Prémio de Artes Visuais da Associação Internacional de Críticos de Arte (2004) e a condecoração com a Medalha de Mérito Cultural (2021).

Foi também agraciada com o grau de Comendador da Ordem Militar de Sant’Iago da Espada da Presidência da República em 2021.

Lourdes Castro morreu em janeiro de 2022, aos 91 anos, deixando um legado considerado fundamental para a história da arte contemporânea portuguesa, sublinham os responsáveis pela iniciativa.

O projeto resulta de uma parceria entre o MUDAS, responsável pela organização e curadoria, o Arquipélago – Centro de Artes Contemporâneas e a Sociedade Nacional de Belas-Artes, envolvendo ainda várias entidades públicas e privadas.

A exposição é inaugurada no dia 27 de março, pelas 18:30, na SNBA, em Lisboa.

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