O antigo Cinema João Jardim já não exibe longas-metragens, mas voltou a abrir portas a novos argumentos. Onde se apagavam as luzes para começar um filme, acendeu-se um espaço cultural inédito na Madeira.
Na esquina da Rua dos Aranhas com a Rua da Carreira, há um edifício que poderia ser o rosto para a palavra reinvenção. Onde durante décadas se entrou para ver filmes, entra-se hoje para sentir luz, som e movimento.
Durante muitos anos, num século que já lá vai, ali funcionou o Cinema João Jardim, com sala escura, filas de cadeiras alinhadas e o ritual coletivo de olhar em frente para um ecrã iluminado. Hoje, no mesmo volume urbano, coexistem a Escola Profissional Cristóvão Colombo, o Autosilo João Jardim e um novo espaço cultural onde a imagem deixou de ser motivo de contemplação frontal para passar a envolver quem ali entra.
O ‘antes’ sobrevive em registos fotográficos...
... o ‘depois’ pulsa em projeções digitais.
O quarteirão nas imediações do centro comercial Plaza é dos mais atravessados do centro do Funchal, sendo que enquanto a Rua da Carreira transporta o fluxo contínuo de quem atravessa a cidade, a estreita Rua dos Aranhas guarda entradas mais discretas, quase escondidas, que conduzem a interiores inesperados.
É por aqui que se entra no IMOM — Immersive Museum of Madeira, a mais recente camada de ocupação de um edifício que conheceu o cinema, o bilhar, o silêncio e, mais recentemente, o ensino profissional.
Saiba mais sobre este espaço na reportagem da rubrica ‘Antes e Depois’ publicada hoje na edição impressa do seu JM, ou em imom.pt.