Gil Caldeira, conselheiro da diáspora madeirense na Venezuela, reforça ao JM a ideia de alguma tranquilidade em Caracas, apesar do susto durante a madrugada.
“Ouvimos bombas por volta das duas da manhã, mas agora está tudo tranquilo” diz o emigrante que vive em Alto Hatillo, uma calma zona residencial a menos de 15 minutos do aeroporto de La Carlota, hoje atingido durante o bombardeamento executados pelos Estados Unidos.
Da zona onde vive, o conselheiro ouviu o ataque e consegue ainda distinguir danos causados em antenas de comunicações perto de casa. No entanto, Gil Caldeira não tem conhecimento de problemas graves que tenham afetado a comunidade madeirense.
O empresário fala em normalidade, apesar de reconhecer alguma apreensão. “Há expetativa”, admite, lembrando que não há uma estimativa de quando o país voltará à normalidade.
Gil Caldeira sabe que há também alguma tensão nas ruas e começa a haver filas para acesso aos supermercados.
Sem tecer grandes comentários sobre a situação, Caldeira vê esta operação sem grande surpresa. “Estava praticamente anunciado”, acrescenta.
Tal como já adiantara esta manhã Óscar Gonçalves, outro madeirense que vive perto de La Carlota, a informação oficial continua a ser escassa e pouco credível.