A presidente da Assembleia Legislativa da Região Autónoma da Madeira, Rubina Leal, visitou esta manhã o Centro de Convívio Professor Virgílio Pereira, na freguesia de Santa Luzia no Funchal.
Na ocasião, a presidente destacou o papel das organismos de proximidade na promoção da qualidade de vida e da longevidade.
“Este é uma infraestrutura local, que eu não conhecia e que foi ampliada e modernizada”, afirmou, explicando que a visita serviu também para “reforçar e valorizar o reconhecimento do papel que têm para a longevidade”.
A responsável sublinhou que “mais do que nunca, é essencial pensar na qualidade de vida dos cidadãos”, apontando a socialização, o convívio e a estimulação cognitiva e motora como fatores essenciais.
Por seu turno, o presidente da junta de freguesia de Santa Luzia, Tiago Rodrigues, afirmou que o espaço foi inaugurado em 2022, e que hoje em dia o espaço contém várias atividades para a população da freguesia.
“Neste momento, temos aulas de ginástica, aulas de português com a Escola Brazão de Castro, atividades com associações e também iniciativas em horário pós-laboral”, referiu, destacando ainda a presença de grupos culturais e recreativos, como o teatro e o folclore.
Segundo o autarca, a afluência tem vindo a crescer de forma significativa. “Durante o dia, cerca de 50 a 60 pessoas passam pelo centro, mas contamos com perto de 200 a 300 inscritos nas atividades e nos passeios que são feitos mensalmente pela ilha”, explicou.
Tiago Rodrigues considera que a obra trouxe “uma nova vida à freguesia”, com a ampliação deste espaço foi possível aumentar a o número de atividades, bem como a quantidade de participantes. “Antes só conseguíamos ter 15 pessoas numa aula, agora conseguimos ter 30 ou 40, ao mesmo tempo que decorrem outras atividades”.
O autarca destacou ainda o impacto social, sobretudo na ligação entre gerações. “Cria-se aqui uma intergeracionalidade, os idosos convivem com as crianças, partilham experiências e isso é exatamente o que nós queremos”, sublinhou.
Para Rubina Leal, este tipo de resposta local é essencial num contexto de envelhecimento da população. “Temos de procurar viver mais anos, mas vivê-los com qualidade”, afirmou, defendendo que as políticas públicas “têm de ter presente, que a estimulação, o apoio e o acompanhamento deve de ser constante ao longo da vida", concluiu.