O vice-presidente da Câmara Municipal do Funchal, Carlos Rodrigues, destacou hoje, na reunião semanal do executivo, que todos os pontos submetidos à decisão foram aprovados por unanimidade. “Os pontos que nós levámos à decisão foram todos aprovados por unanimidade, o que constitui um motivo também de satisfação”, afirmou.
Entre as deliberações, foram atribuídos apoios no valor de 460 mil euros, distribuídos entre medicamentos, bolsas de ensino superior e apoio ao arrendamento, segundo Carlos Rodrigues, “decisões normais e costumeiras nas reuniões de Câmara”. A sessão, realizada publicamente, também permitiu ouvir diversos munícipes sobre diferentes situações.
A Câmara aprovou ainda a criação do concurso Jovem Talento, destinado às camadas mais jovens da cidade. O vencedor terá a oportunidade de atuar no palco principal do Summerfest, enquanto o segundo e terceiro classificados se apresentarão no palco secundário. “É uma forma de dinamizar os diferentes talentos que existem na cidade do Funchal e dar uma oportunidade de participar em eventos com esta magnitude”, explicou.
Outro ponto relevante foi a prorrogação do processo de revisão do Plano Diretor Municipal (PDM) por mais de 24 meses, considerada necessária devido à complexidade do procedimento. O vice-presidente sublinhou que “já está praticamente concluído um procedimento que visa a suspensão do atual PDM como forma de responder às necessidades imediatas em termos de habitação”, prevendo a apresentação final no final do primeiro semestre de 2026.
Por fim, a Câmara decidiu retificar o ato administrativo relativo à Quinta das Tangerinas, anulando a aprovação do empreendimento devido a irregularidades nos procedimentos do promotor. Segundo o vice-presidente, “após a reanálise, anulámos a aprovação que tinha sido feita previamente na construção deste empreendimento” e sublinhou que qualquer novo projeto será avaliado como se a quinta ainda existisse, prevenindo abusos ou excessos.
Sobre a revisão do PDM, Carlos Rodrigues reforçou a abertura à participação cívica: “Todas as pessoas interessadas e com propostas que julguem convenientes continuam a ter a possibilidade de apresentar essas mesmas nos nossos serviços... a revisão do PDM não é para servir interesses particulares, mas sim para servir os interesses coletivos da cidade”.