“Eu acho que o não levantamento desta imunidade transmite para a sociedade um sinal preocupante”, elaborou a deputada socialista Sancha Campanella a propósito da recusa, durante a manhã de trabalhos desta quarta-feira, do pedido de levantamento da imunidade parlamentar do secretário regional de Turismo, Ambiente e Cultura.
A deputada socialista, uma das visadas diretas no processo que envolve o secretário regional, fundamentou não entender a razão pela qual este pedido foi recusado, considerando, neste caso, que a própria Assembleia foi “desrespeitada”.
A parlamentar lamenta que, ao contrário “dos deputados da oposição, que estão sempre sobre escrutínio”, os governantes não estão e elaborou que, com isso, ganha força a ideia de “uma cultura política assente na intimidação”, repudiando o que classificou como “espírito de impunidade”.
A Assembleia rejeitou o pedido de levantamento da imunidade parlamentar do secretário regional do Turismo, Ambiente e Cultura, solicitado pelo Tribunal Judicial da Comarca da Madeira, através do Juízo de Instrução Criminal do Funchal no caso relativo aos acontecimentos de 17 de junho de 2025. Numa sessão de trabalhos parlamentares, o governante utilizou linguagem considerada ofensiva dirigida a duas deputadas do PS e a um deputado do JPP.