O deputado do JPP e vice-presidente da Assembleia Legislativa afirmou, em declarações produzidas ao JM, ser lamentável o sentido de voto “dos 24 deputados que se recusaram a levantar o pedido de imunidade” referente ao secretário regional de Turismo, Ambiente e Cultura.
“Independentemente da gravidade do vernáculo de taberna, eu acho que decisões deste calibre alimentam a ideia de que há quem, nesta região, continua a agir sem consequências e estes 24 deputados vieram transmitir isso”, elaborou Rafael Nunes.
“É um caminho perigoso”, considerou. “O órgão que faz as leis tinha de ser o primeiro a condenar e, agora, quando devia ser o primeiro a zelar pela transparência, preferiu servir de escudo”, numa alusão a Eduardo Jesus.
“O que me preocupa é a normalização deste tipo de decisões", acrescentou o parlamentar do maior partido da oposição.
A Assembleia rejeitou o pedido de levantamento da imunidade parlamentar do secretário regional do Turismo, Ambiente e Cultura, solicitado pelo Tribunal Judicial da Comarca da Madeira, através do Juízo de Instrução Criminal do Funchal no caso relativo aos acontecimentos de 17 de junho de 2025. Numa sessão de trabalhos parlamentares, o governante utilizou linguagem considerada ofensiva dirigida a duas deputadas do PS e a um deputado do JPP.