O ministro da Presidência afirmou hoje que o dia de greve geral foi de “trabalho para a esmagadora maioria de portugueses” e condenou “comportamentos inaceitáveis de alguns” na manifestação junto ao Parlamento, distinguindo-os da organização.
No final da reunião semanal do Conselho de Ministros, António Leitão Amaro deixou um comentário sobre o impacto da greve geral de hoje, convocada pela CGTP contra o pacote laboral do Governo.
“Foi um dia de trabalho para a esmagadora maioria dos portugueses, embora tenha sido também um dia de greve para alguns, vários portugueses”, disse, deixando os detalhes de dados sobre o impacto para a ministra do Trabalho, Maria do Rosário Palma Ramalho, que também participou na conferência de imprensa.
Leitão Amaro sublinhou que “o Governo respeita integralmente o direito à greve e também o direito a trabalhar de todos aqueles que trabalharam”, lamentando incidentes na manifestação junto à Assembleia da República.
“Alguns ultrapassaram os limites mais do que aceitáveis do direito à greve, que provocaram desacatos, que ofenderam a ordem pública e que confrontaram a autoridade das forças de segurança portuguesas”, afirmou.
O ministro da Presidência salientou que este “foi um comportamento de alguns, não o comportamento da maioria dos manifestantes”, que o fez pacificamente.
“E pela informação que temos, não é um comportamento associado à organização e aos organizadores desta manifestação, que não haja dúvidas sobre isso, tanto quando nos é dado saber até ao momento”, acrescentou.
Leitão Amaro agradeceu ainda às forças de segurança, dizendo que tiveram “um trabalho exemplar, um trabalho de reposição e defesa da ordem pública”.
“Mais uma vez obrigado às forças de segurança e aos seus agentes, mulheres e homens que estiveram no terreno a repor a ordem pública e a travar os desacatos de quem ultrapassou os limites do que é adequado”, afirmou.
A PSP deteve várias pessoas hoje à tarde junto à Assembleia da República, em Lisboa, após confrontos entre manifestantes e a polícia no final da manifestação da CGTP, disse à Lusa fonte daquela polícia.
A mesma fonte adiantou que há “vários detidos”, mas às 19:30 ainda não havia um número definitivo.
Segundo a PSP, a manifestação da CGTP organizada no dia da greve geral terminou por volta das 16h15 e a polícia, cerca das 18h00, pretendia abrir ao trânsito a rua em frente à Assembleia da República, mas “um conjunto de manifestantes” colocou grades para bloquear a estrada, o que levou à intervenção das Equipas de Intervenção Rápida da PSP.
A fonte indicou que alguns dos manifestantes atiraram garrafas de vidro aos polícias e lançaram petardos e focos de fumo.
A polícia pediu depois aos manifestantes para dispersarem, o que não aconteceu e obrigou à intervenção do Corpo de Intervenção, segundo a mesma fonte.
Afirmou ainda que os manifestantes foram dispersos por várias ruas junto ao parlamento e incendiaram caixotes de lixo.