O Partido Reagir Incluir Reciclar (RIR) em comunicado alertou para a “inexistência de respostas sociais públicas eficazes para situações de carência social urgente, em particular no caso de idosos que vivem sós e necessitam de cuidados básicos imediatos”.
“Num contexto de agravamento das dificuldades económicas, isolamento social e dependência funcional, continuam a faltar mecanismos públicos de intervenção rápida que garantam apoio elementar como cuidados básicos, acompanhamento diário, alimentação, higiene e vigilância mínima a quem se encontra em situação de vulnerabilidade extrema”, lê-se.
“Esta falha estrutural é tanto mais preocupante quando as respostas sociais públicas são manifestamente insuficientes; as vagas institucionais são escassas ou inexistentes; e uma parte significativa das verbas do PRR são canalizadas para projetos privados, com mensalidades a custos incomportáveis para quem vive em carência social”, informa o comunicado.
“A esta ausência de respostas soma-se um obstáculo adicional e inaceitável: a burocracia excessiva. Mesmo quando estão em causa apoios mínimos e urgentes, os processos exigem múltiplos documentos, avaliações prolongadas e tempos de espera incompatíveis com situações que exigem intervenção imediata. Em demasiados casos, quando o apoio chega, já chegou tarde demais”, constata-se.
O partido afirma que esta realidade “tem consequências diretas e mensuráveis no sistema de saúde. A falta de respostas sociais urgentes conduz inevitavelmente ao agravamento das chamadas altas problemáticas, com doentes clinicamente aptos para alta hospitalar a permanecerem internados por inexistência de soluções sociais adequadas e acessíveis”.