Do PSD, Jaime Filipe Ramos acusou o Chega de se “apropriar do resultado eleitoral” das presidenciais com o “sonho” de o transferir para as legislativas.
O social-democrata começou a sua intervenção, sublinhando que, desde 1976, a realidade política de Portugal tem sido marcada por um regime democrático em que os resultados eleitorais devem ser respeitados, mesmo quando o vencedor “não é o preferido de todos”.
“Hoje, felicito democraticamente o novo Presidente da República, António José Seguro”, afirmou, sustentando que a escolha não foi entre democratas e não democratas.
“Não se pode falar de democracia apenas quando os resultados favorecem uma determinada parte”.
“Não podemos aceitar que se diga que quem perde a eleição não é democrático. Isso é desrespeitar a própria democracia”, defendeu.
“Não posso aceitar que se fale de democratas e não democratas”, continuou.
Jaime Filipe Ramos manifestou o compromisso do PSD com a democracia e deixou um sério apelo para que António José Seguro não esqueça a Autonomia.
Recordou que, enquanto candidato presidencial, este se “opôs” à alteração da Constituição. O social-democrata deixou claro que é interesse da Madeira e da Autonomia a Revisão da Lei das Finanças Regionais, mas não só.