A denuncia parte do PSD Caniço, que, a este propósito, questiona qual tem sido a atuação do Executivo e onde é que está o retorno da Taxa Turística aplicada no concelho.
“É grave que a Câmara Municipal de Santa Cruz continue a esquecer e a abandonar o Caniço, ignorando, entre outros exemplos, o perigo a que estão sujeitos os utilizadores que diariamente frequentam a Praia dos Reis Magos”.
“A verdade é que o perigo na Praia dos Reis Magos, uma zona que tem sido fustigada por descargas na estação elevatória e que também é notícia por lhe ter sido retirada, já há muito tempo, a escada de acesso ao mar que servia de apoio aos banhistas, escada essa que até à presente data ainda não foi recolocada não pode continuar a ser relegado para segundo plano”.
Aliás, sublinha a vereadora social-democrata eleita pela coligação Mais Santa Cruz, Sara Correia, “a escada ali existente foi destruída pelo mar e não voltou a ser reposta, sabendo-se que durante a maré baixa os mergulhadores ficam completamente impossibilitados de utilizarem a escadaria de betão e são obrigados a percorrer a nado grandes distâncias até chegar à praia, muitas vezes com ondulação superior que nesta altura do ano é mais frequente”.
“Ou seja, além de ficarem impossibilitados de utilizar o acesso ao mar devido às descargas ou derrames na estação elevatória, agora também os utilizadores desta praia ficam condicionados por lhes ter sido vedado o acesso pela escada”.
“Uma escada destruída, retirada e sinalizada apenas com uma simples fita demonstra não só que a Câmara ignora o perigo a que ficam expostos banhistas, crianças e caminhantes como, também, evidencia a clara falta de responsabilidade desta autarquia do JPP em preservar, gerir e acautelar as infraestruturas que existem no concelho, salvaguardando os interesses e a segurança da população em primeiro lugar”, lamenta a vereadora, questionando “onde anda o dinheiro da Taxa Turística ou da Taxa Proteção Civil que os turistas do Caniço tanto têm pago e que muito contribuem para encher os cofres da autarquia, sem qualquer retorno na proteção, no acesso e na limpeza do mar”.