Questionado sobre se os resultados preliminares poderiam ser interpretados como um sinal dirigido a setores do Partido Socialista que inicialmente não apoiavam António José Seguro, o diretor de campanha regional, Victor Freitas, recusou essa leitura. Frisou antes o percurso pessoal e político do candidato e destacou a unidade do partido em torno da sua candidatura. “Neste momento, o Partido Socialista está unido em torno de António José Seguro”, garantiu.
Sobre o contributo do eleitorado madeirense, Vítor Freitas preferiu aguardar pelos resultados finais da Região, manifestando, contudo, a expectativa de bons resultados. Referiu ainda que a segunda volta tende a ser diferente da primeira, uma vez que os eleitores passam a escolher diretamente quem será o Presidente da República. “Acredito que na segunda volta os resultados serão mais consistentes”, disse.
Admitindo um eventual confronto com André Ventura na segunda volta, Vítor Freitas mostrou-se confiante nas hipóteses de António José Seguro, defendendo que a maioria da sociedade portuguesa rejeita discursos de ódio e de medo.
Ambiente calmo na sede dos socialistas no Funchal
Na sede dos socialistas da Madeira, no Funchal, o ambiente é calmo, apenas jornalistas ocupam a sala de imprensa, após as primeiras sondagens apontarem António José Seguro como seguro na segunda volta das eleições presidenciais de 2026.O mandatário regional da candidatura de António José Seguro na Madeira é Miguel Silva Gouveia, e o diretor de campanha Vitor Freitas, ele que já destacou a vitória “humanista”. À medida que se aguardam dados oficiais, na sede do PS/Madeira prevalece a convicção de que a presença de Seguro na segunda volta representa um sinal de reconhecimento do eleitorado e abre uma nova fase decisiva na corrida a Belém.
António José Seguro formalizou a sua candidatura em 15 de dezembro de 2025, com a entrega de mais de 10.000 assinaturas no Tribunal Constitucional, num ato que simbolizou o lançamento oficial da sua campanha para Belém.