O chefe do executivo madeirense (PSD/CDS-PP), Miguel Albuquerque, previu hoje que a relação da região autónoma com o Presidente eleito, António José Seguro, “será ótima”.
“Eu, com o Presidente da República, espero uma relação institucional profícua, que ele olhe como tem de olhar para as regiões autónomas, que exerça a magistratura de influência no sentido de garantir que os direitos dos madeirenses e porto-santenses são assegurados no quadro nacional e que as questões da Madeira são resolvidas, incluindo a possibilidade de nos ouvir de vez em quando”, declarou.
Em declarações a vários órgãos de comunicação social regionais, numa reação às projeções dos resultados da segunda volta das eleições presidenciais, Albuquerque disse que já esperava uma “votação maciça” no candidato António José Seguro.
“Esperava, pelas circunstâncias da campanha, que houvesse uma votação maciça no candidato Seguro, mas estava na expectativa de saber como é que o André Ventura ia orientar a campanha”, explicou, acrescentando: “Eu acho que a campanha dele não conseguiu o objetivo, que era ir buscar votos ao eleitorado moderado de centro-direita e isso não conseguiu.”
O chefe do governo regional, também líder do PSD/Madeira, falava à margem da cerimónia da entrega de prémios de um torneio internacional de padel, no Funchal, após divulgadas as projeções pelas televisões que dão a vitória a António José Seguro, com entre 66,8% a 73%.
As previsões das televisões indicam que André Ventura obtém entre 27% e 33,2%.
“Segundo as projeções, [António José Seguro] vai ser o Presidente da República de todos os portugueses e, obviamente, terá de assumir, no quadro nacional as suas responsabilidades, também relativamente às regiões, [...] uma magistratura de influência na salvaguarda dos interesses das populações residentes nas ilhas”, sustentou.
Miguel Albuquerque disse ainda acreditar que a votação em António José Seguro vai “subir substancialmente” na Madeira, ao contrário da primeira volta, em que o candidato mais votado foi André Ventura, com 33,42%, ficando Seguro em segundo lugar, com 22,79%.