Na intervenção política semanal, esta manhã, na Assembleia Legislativa da Madeira, Paulo Cafôfo, no Período Antes da Ordem Do Dia, destacou a vitória de António José Seguro nas recentes eleições presidenciais, considerando-a um marco para a democracia portuguesa e, especialmente, para a Madeira.
“Esta vitória é histórica, porque pela primeira vez um candidato apoiado pelo Partido Socialista vence na Madeira logo no seu primeiro mandato presidencial”, afirmou Cafôfo.
O deputado sublinhou que, apesar do “ceticismo” e da oposição intensa, os madeirenses confiaram em António José Seguro para a Presidência da República, uma vitória “clara, expressiva e histórica”, fruto de “serenidade, coerência e bom senso”.
Cafôfo enfatizou a importância do trabalho do Partido Socialista da Madeira, afirmando que a vitória de Seguro é, “legitimamente, uma vitória do PS Madeira” e de todos os seus militantes, simpatizantes e todos os que nunca desistiram da política feita com “seriedade”. O deputado foi claro ao afirmar que, tal como em caso de derrota, “não se pode negar que esta é uma vitória do PS Madeira”.
O parlamentar também criticou o “silêncio e a ambiguidade” de alguns setores políticos durante a eleição, apontando que, embora André Ventura tenha sido derrotado, a sua força na Madeira, com quase 60 mil votos, não deve ser ignorada. O deputado alertou para o risco de “normalizar Ventura”, dizendo que a extrema-direita e o Chega têm como objetivo “desagregar o sistema político democrático” e enfraquecer o Estado de direito.
Apesar disso, afirmou que, embora respeite o voto de todos os cidadãos, não aceita projetos políticos que pretendam “desmantelar a democracia”.
Em relação à autonomia, destacou a posição de António José Seguro, que tem defendido a Autonomia da Madeira com firmeza. “Seguro é um Autonomista por convicção”, disse, lembrando que foi o primeiro candidato a criticar o subsídio de mobilidade e as alterações do Governo da República. O deputado reforçou que a Madeira necessita de uma “nova Lei das Finanças Regionais” e uma “revisão cirúrgica da Constituição” para reforçar a Autonomia Regional.
O socialista também reiterou o compromisso do PS Madeira com o aprofundamento da autonomia, afirmando que a política deve ser capaz de melhorar a vida dos cidadãos e garantir “mais igualdade e oportunidades” para todos.
Por fim, elogiou a postura de António José Seguro, prevendo que o novo Presidente será “cooperante, mas exigente”, tanto com o Governo da República como com o Governo Regional.
“Cooperação não é complacência. Estabilidade não é imobilismo”, concluiu, reforçando que os madeirenses esperam de Seguro um presidente que, “unindo”, exija resultados e respeite as instituições, sem fechar os olhos às dificuldades reais da população e aos desejos de aprofundamento da autonomia.