A presidente da Assembleia Legislativa da Madeira, Rubina Leal, abriu - conforme estipulado e habitual - a 3.ª sessão da iniciativa que junta a ALRAM e o JM. O ‘Parlamento na Comunidade’ decorre, nesta manhã de quinta-feira, em Santana, reunindo diversas forças vivas do concelho.
Na sua intervenção, a presidente da ALRAM frisou que a inciativa é “acima de tudo um gesto de proximidade”, com “momentos de interação e partilha” entre aqueles que já exerceram funções públicas, enquanto deputados, e a comunidade.
Descreveu que em Santana reside “a memória coletiva que cruza com a tradição”, notando que o “desenvolvimento só é verdadeiro quando destacamos as suas raízes”.
Rubina Leal sustentou que a autonomia se começou a construir aqui, nos concelhos, desde 1976.
“A autonomia transformou profundamente Santana com a melhoria das acessibilidades e preservação do património natural e cultural”, relevando que “a política não é um lugar distante”.
“Não vimos apenas falar. Queremos, sobretudo, ouvir”, lembrando que a “democracia só se fortalece” com a “escuta ativa”, deixando um especial cumprimento aos ex-deputados aqui presentes. “Santana deu também à Madeira figuras marcantes da sua cultura e do seu pensamento”, realçou a presidente da Assembleia Legislativa.
Numa fase final da sua intervenção, ainda a abrir a sessão, Rubina Leal deixou um importante recado à plateia jovem aqui presente, alunos da Escola Básica e Secundária D. Manuel Ferreira Cabral, reiterando “que a democracia não é um dado adquirido”. Sublinhou que é no poder local, inclusive, que a “autonomia ganha ainda mais sentido”, se ajustando às necessidades específicas de cada território.
Após a intervenção da presidente da ALRAM, usa da palavra Serafim Vieira, antigo deputado do concelho.