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Opositora Corina Machado acusa Governo venezuelano de querer “prolongar o terror”

Data de publicação
14 Março 2026
17:39

A líder da oposição venezuelana e vencedora do Prémio Nobel da Paz, María Corina Machado, denunciou hoje que o Governo da Presidente interina, Delcy Rodríguez, “pretende prolongar o terror”.

A líder da oposição da Venezuela fez esta denúncia depois de um tribunal ter negado amnistia a Perkins Rocha, conselheiro jurídico da maior coligação anti-chavista e ex-deputado.

“Negar a amnistia seletivamente é repressão. O regime liderado por Delcy Rodríguez pretende prolongar o terror para quebrar a moral daqueles que lutam pela democracia e pela liberdade na Venezuela, que estão agora tão perto. Sabem que mais? Não vão conseguir”, declarou Machado, nas redes sociais.

A líder da oposição, que visitou o Chile esta semana para participar na tomada de posse do político de extrema-direita José Antonio Kast, afirmou que a Venezuela decidiu ser livre, e que foram feitos “progressos significativos” neste processo.

“Hoje, cada abuso do regime não nos paralisa, mas antes fortalece a nossa convicção de que este processo é imparável. É muito comovente ver como os venezuelanos, dentro e fora do país, estão a recuperar as suas vozes e os espaços que lhes foram roubados todos os dias”, disse.

Machado afirmou que Perkins Rocha “é um cidadão exemplar”, além de “um homem corajoso, um pai extraordinário e um excelente jurista”.

“O regime sequestrou-o durante 17 meses por causa da força e da precisão das suas palavras. Por falar e defender a verdade. Hoje permanece em prisão domiciliária com uma pulseira eletrónica, e negam-lhe amnistia”, referiu.

A Prémio Nobel apelou à comunidade internacional para “se manter vigilante, apoiar as reivindicações legítimas das famílias e das organizações de Direitos Humanos e aumentar a pressão”, denunciando que “as práticas repressivas do regime continuam”.

“Perkins Rocha e todos os presos políticos devem ser completamente livres. Não detidos, não processados. Livres! O regime acredita que, através da sua ‘justiça’ seletiva, demonstra o seu poder e controlo. Nós, venezuelanos, sabemos que, na realidade, eles temem uma nação que decidiu ser livre”, afirmou.

Rocha denunciou na passada sexta-feira que um tribunal com jurisdição sobre casos de terrorismo negou o seu pedido de amnistia, apresentado em fevereiro último, argumentando que o seu caso está excluído da lei de amnistia aprovada pelo Parlamento.

Na passada quinta-feira, o advogado venezuelano Omar Mora Tosta afirmou que o prazo de 15 dias para responder ao pedido de amnistia de Rocha tinha expirado. Rocha está em prisão domiciliária desde 8 de fevereiro último.

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