A concentração de emprego qualificado no Funchal foi questionada através de uma intervenção de Ricardo Caldeira, jovem participante na sessão do Parlamento na Comunidade que hoje se realiza no Centro Cultural John dos Passos, na Ponta do Sol.
“Enquanto pessoa que já nasceu em autonomia”, Ricardo Caldeira começou por destacar a importância do regime autonómico para o desenvolvimento da Madeira, sublinhando que cresceu na Ponta do Sol “a 20 minutos do Funchal”, realidade que considera privilegiada.
O jovem defendeu que a existência de um Governo Regional permite respostas mais rápidas às necessidades da população, comparando com situações que observou no continente português.
“Já fui a sítios no continente onde uma obra demora tanto tempo”, afirmou.
Ricardo Caldeira contou ainda que a proximidade à política começou através da participação no Parlamento dos Jovens, iniciativa que o levou até à Assembleia da República para debater questões ligadas à identidade de género.
“Ficou o bichinho em mim”, confessou.
Na intervenção, lançou depois uma questão dirigida aos responsáveis políticos sobre a centralização do emprego qualificado na capital madeirense.
“As acessibilidades são muito importantes, mas o trabalho qualificado está muito centrado no Funchal. Será que o Funchal tem espaço para todos nós irmos para lá?”, questionou.
Assim, o jovem quis saber que medidas podem ser adotadas para atrair empresas madeirenses para outros concelhos da Região, promovendo emprego qualificado fora da capital.