O dirigente do JPP criticou “duramente o que classificou como um dos maiores ataques centralistas às populações das Regiões Autónomas, após declarações ocorridas na Assembleia da República sobre o Subsídio de Mobilidade, precisamente no ano em que se assinalam os 50 anos da Autonomia”.
Élvio Sousa recorda “que o líder parlamentar do PSD, Hugo Soares, e, no dia seguinte, o primeiro-ministro, evidenciaram uma postura que considera representativa de um centralismo absolutista e autocrático, num episódio que diz não ter memória recente na vida política portuguesa”. “Hugo Soares, a propósito do Subsídio de Mobilidade, um direito inalienável das populações insulares e não um simples apoio social, desferiu o golpe: É justo que os vossos, os nossos impostos de portugueses que trabalham, continuem a subsidiar a viagem de pessoas da Madeira e dos Açores para o Continente, que não asseguram o cumprimento das dívidas para com o Estado?”.
Élvio Sousa considera “vergonhosas as afirmações, de quem se acha dono do Estado para usar a força de um direito constitucional de mobilidade num instrumento de punição política aos 500 mil portugueses a viver nas ilhas, os deputados do PSD, eleitos pela Madeira, vergaram-se ao silêncio cúmplice imposto pelo partido.”
O líder do JPP pede “que se faça-se justiça àqueles que não cedem às ordens partidárias, e que não embarcam em histórias de embalar, do tipo: nós temos o direito de pagar os 79€, mas só quando a plataforma tiver em funcionamento pleno, o que pode levar anos!”.