O navio Lobo Marinho, da Porto Santo Line, vai entrar no habitual período de manutenção anual, uma intervenção considerada essencial para garantir a segurança, a navegabilidade e a continuidade da operação marítima entre a Madeira e o Porto Santo.
Segundo explicou o Administrador Executivo da Porto Santo Line, Carlos Perdigão Santos, a revisão envolve “toda a maquinaria do navio, trabalhos de pintura em todo o casco e a substituição de algum mobiliário que é necessário renovar, tendo em conta o uso intensivo que o navio tem ao longo do ano”.
“É a manutenção essencial que fazemos todos os anos, onde também se inclui a renovação de alguns certificados que são indispensáveis para que o navio possa continuar a operar em segurança”, sublinhou o responsável.
Durante o período em que o Lobo Marinho estará imobilizado para manutenção, a Porto Santo Line já definiu um conjunto de soluções para minimizar os constrangimentos ao transporte de passageiros e mercadorias.
De acordo com Carlos Perdigão Santos, a Porto Santo Line fretou “dois navios e vai assegurar duas ligações semanais, uma à terça-feira e outra à sexta-feira, sendo que o navio de sexta-feira será dedicado ao transporte de produtos frescos e perecíveis”.
Além disso, serão disponibilizadas “100 viagens diárias por via aérea, ao preço da Porto Central, para residentes no Porto Santo”, bem como “dois contentores frigoríficos no Porto Santo, destinados a apoiar comerciantes ou entidades que não tenham capacidade de armazenamento próprio”.
“Estes contentores funcionam quase como um armazém provisório, permitindo algum aprovisionamento durante este período”, explicou.
Manutenção realizada na Madeira é novidade
Uma das principais novidades desta intervenção prende-se com o facto de a manutenção ser realizada na Madeira, ao contrário do que tem acontecido em anos anteriores, em que os trabalhos decorriam no continente.
Carlos Perdigão Santos acrescentou que esta opção representa também uma mais-valia económica para a Região, sem alterar a normal preparação da empresa para este período. “Não é nada para o qual já não estejamos preparados, quer ao nível do custo da própria manutenção, quer dos meios que temos de alocar para mitigar os efeitos da ausência temporária do navio”, afirmou.
O custo da intervenção ronda cerca de um milhão de euros, podendo ser “ligeiramente superior”, segundo indicou o responsável.
Por outro lado, no dia da habitual paragem do navio Lobo Marinho para manutenção, o vereador Luís Bettencourt enviou ao JM uma extensa posição pública onde exige da Madeira, o que a Madeira reclama do continente: continuidade territorial.
Tal como publicado na edição impressa desta segunda-feira do JM, o líder do movimento UNE (Uma Nova Esperança) explica o contexto em que o Porto Santo vive nas próximas semanas. A ilha vai ficar sem transporte marítimo regular de passageiros e mercadorias durante cerca de cinco semanas, o que implica naturais constrangimentos.