Rafael Nunes, JPP, apresentou na Assembleia um projeto de resolução que recomenda ao Governo Regional o aumento do preço mínimo pago aos produtores de cana-de-açúcar, defendendo a necessidade de garantir maior sustentabilidade económica ao setor.
Segundo o documento, a produção de cana-de-açúcar sustenta também atividades associadas, como a indústria transformadora ligada ao açúcar, mel-de-cana e bebidas espirituosas tradicionais, contribuindo para a valorização de produtos regionais e para a preservação do património cultural madeirense.
O JPP alerta, contudo, para as dificuldades que os produtores enfrentam atualmente, nomeadamente devido ao aumento dos custos de produção, como mão-de-obra, fertilizantes, energia e transporte, fatores que têm vindo a reduzir a rentabilidade da atividade e a colocar em causa a sua continuidade.
Nesse sentido, o partido defende que “se torna essencial garantir condições que permitam assegurar uma remuneração justa aos produtores”, apontando o estabelecimento de um preço mínimo de referência como um instrumento fundamental para proteger o rendimento dos agricultores e evitar o abandono das áreas cultivadas.
A proposta recomenda que o Executivo regional defina um aumento do valor pago por quilograma de cana-de-açúcar, tendo como base um grau sacarimétrico médio de 15.º Brix, fixando um preço mínimo não inferior a 0,70 euros por quilograma.
Para o JPP, esta medida representa “uma questão de elementar justiça”, sendo determinante para assegurar a sustentabilidade do setor, reforçar a viabilidade económica das explorações agrícolas e contribuir para a fixação das populações nos territórios rurais.