O deputado do Chega na Assembleia da República, Francisco Gomes, acusou o presidente do Governo Regional, Miguel Albuquerque, de “transformar a autonomia num instrumento ao serviço de esquemas, compadrio e corrupção”. Segundo o deputado, em nota de imprensa, “o modelo governativo defendido pelo executivo regional não resolve os problemas reais da população e serve apenas para proteger interesses instalados.”
“Chega de fazer da Autonomia um negócio e de usar o povo como instrumento para alimentar esquemas, compadrio e interesses instalados! A autonomia não pode continuar a ser usada como fachada para práticas que apenas envergonham e empobrecem a Madeira”, escreve o deputado madeirense.
Francisco Gomes apontou, na mesma nota, para o que diz ser a realidade social da Madeira, referindo o alegado aumento da pobreza, a existência de pessoas a viver na rua, o crescimento da criminalidade e a falta de apoio a instituições sociais, contrastando com aquilo que considera ser “uma gestão marcada por privilégios e favorecimentos.”
O deputado acusou diretamente o Governo Regional de beneficiar interesses próximos do poder e de gerir recursos públicos de forma irresponsável. “Concursos com vencedor antecipado, benefícios a empresas condenadas por fraude, pagamentos ilegais a amigos e meio governo arguido por corrupção. É este o compadrio que Miguel Albuquerque instalou na Madeira”, acrescenta Francisco Gomes.
O parlamentar defendeu ainda que a autonomia “deve ser um instrumento de desenvolvimento e responsabilidade, e não um mecanismo para fomentar redes de influência e práticas que considera lesivas do interesse público.”
“Recusamos esta fraude! Recusamos uma autonomia vendida por negociatas e usada como escudo para privilégios. Eles não servem a Madeira! Eles servem-se da Madeira”, atira.
O deputado garantiu que o Chega continuará a denunciar estas situações e a exigir transparência, responsabilidade e respeito pelos madeirenses. “Não alimentamos esquemas, vícios e dependências. Mais cedo ou mais tarde, vamos acabar com isto de uma vez por todas”, rematou.